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MP pede 22 anos de prisão para Valdivia por crimes sexuais

Promotoria do Chile solicita 12 anos por estupro e 10 anos por abuso sexual contra ex-jogador do Palmeiras, que chegou a ficar 52 dias detido preventivamente

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Por Antonio Souza
MP pede 22 anos de prisão para Valdivia por crimes sexuais

O Ministério Público do Chile pediu um total de 22 anos de prisão para o ex-jogador de futebol Jorge Valdivia, acusado de cometer crimes sexuais contra duas mulheres. O pedido formal da Promotoria foi revelado nesta terça-feira (3) em reportagem do portal chileno "Meganoticias".

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Segundo o documento, a decisão dividiu a responsabilização penal do ex-atleta em duas sanções distintas: 12 anos de reclusão pelo crime de estupro e mais 10 anos de reclusão pela acusação de abuso sexual.

A apresentação das penas requeridas representa um avanço central na ação penal contra o ex-meio-campista da seleção chilena e do Palmeiras. Valdivia chegou a ficar preso preventivamente em dois períodos diferentes entre o fim de 2024 e o início de 2025, totalizando aproximadamente 52 dias.

Histórico das investigações e relatos das vítimas

A primeira ordem de prisão contra o ex-jogador foi cumprida em 22 de outubro de 2024, após uma denúncia registrada por uma mulher que trabalha como tatuadora.

Segundo informações veiculadas pelo jornal "La Tercera", a vítima declarou ter se reunido com Valdivia em um restaurante na região de Providencia, na zona leste de Santiago, para tratar do desenho de uma tatuagem. Em seu depoimento, ela relatou perda de memória após o consumo de bebidas alcoólicas na mesa.

A queixa foi apresentada às autoridades policiais na manhã seguinte ao ocorrido, configurando situação de flagrante que acelerou os trâmites do inquérito. Em resposta enviada ao portal BioBio, Valdivia admitiu que esteve com a denunciante, mas rechaçou veementemente qualquer agressão:

"Não conheço as motivações desta ação, mas nego categoricamente ter agredido sexualmente qualquer pessoa. Tive um relacionamento consensual com uma mulher adulta", declarou na ocasião.

No dia seguinte à primeira prisão, em 23 de outubro de 2024, uma segunda mulher procurou as autoridades chilenas para denunciar um episódio de abuso sexual que teria ocorrido no dia 18 daquele mesmo mês.

Conforme apurações da emissora Chilevisión, o ex-jogador esteve com a vítima no restaurante El Toro, na capital chilena, e a convidou em seguida para o seu apartamento.

A nova queixa motivou mandados de busca e apreensão no imóvel do esportista e provocou a renúncia de sua primeira advogada, Erika Maira, que deixou o caso e foi substituída pela defensora Paula Vial.

Prisões preventivas e habeas corpus na Suprema Corte

A tramitação das medidas cautelares de Valdivia foi marcada por reviravoltas no Judiciário chileno.

  • Primeira prisão (outubro a novembro de 2024): permaneceu detido preventivamente por 13 dias, até que a Corte de Apelações revogou o regime fechado e determinou medidas cautelares alternativas, incluindo prisão domiciliar noturna, retenção de passaporte e ordem de restrição para não se aproximar da vítima;
  • Segunda prisão (novembro de 2024 a janeiro de 2025): retornou ao presídio de Rancagua no dia 28 de novembro após recurso acolhido pelo tribunal, permanecendo encarcerado por mais 39 dias;
  • Decisão da Suprema Corte: em 6 de janeiro de 2025, a instância máxima da Justiça do Chile acolheu um recurso de habeas corpus impetrado pela defesa técnica e concedeu novamente o benefício do cumprimento de prisão domiciliar em período noturno.

Com a formalização da acusação e a indicação do montante de 22 anos de prisão requeridos pela Promotoria, o processo judicial entrará nas fases decisivas de audiência preparatória para o julgamento definitivo nos tribunais chilenos.

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