Midterms nos EUA têm recorde de voto antecipado e filas
Mais de 57 milhões de eleitores votaram antes desta terça-feira (3); Michigan registrou filas desde as primeiras horas da votação
Por Sofia Pilagallo
Eleitores chegam para votar nas eleições intermediárias para o Congresso dos EUA em uma seção eleitoral no Midtown Mall, em Anchorage, no Alasca | Foto: Emily Mesner/Reuters - 30.10.2026
As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como midterms, bateram recorde de voto antecipado, com mais de 57 milhões de eleitores até segunda-feira (2). O total supera os 46 milhões registrados em 2022, segundo dados da Universidade da Flórida citados pela Reuters.
O Texas registrou 7,6 milhões de votos antecipados, o maior número para uma eleição de meio de mandato no estado, segundo o Guardian. A Carolina do Norte e a Carolina do Sul também bateram seus recordes para esse tipo de eleição. Na Geórgia, mais de 2,8 milhões de eleitores votaram antes de terça-feira, alta de 13% em relação a 2022.
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Em Michigan, mais de 2,3 milhões de eleitores já haviam votado até segunda-feira, o equivalente a 31,2% dos eleitores com registro ativo no estado, segundo autoridades eleitorais citadas pelo MLive. Desse total, cerca de 743 mil votaram presencialmente durante os nove dias de votação antecipada, e quase 1,5 milhão devolveram cédulas de voto à distância.
Nesta terça-feira (3), eleitores enfrentaram filas em locais de votação de todo o país. Em Michigan, o site MLive registrou filas longas e estacionamentos cheios nas primeiras horas após a abertura das urnas, às 7h no horário local. Angela Benander, porta-voz do Departamento de Estado de Michigan, disse que as filas avançavam rapidamente e que a votação transcorria sem grandes problemas nas primeiras horas.
No condado de Broward, na Flórida, alguns eleitores foram embora antes de votar depois de enfrentar espera. Na Pensilvânia e na Carolina do Norte, autoridades ampliaram o horário de votação em oito locais após atrasos provocados por problemas técnicos. A Reuters relatou poucos transtornos no conjunto do país.
As midterms põem em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 do Senado. O resultado vai definir se o Partido Republicano, do presidente Donald Trump, mantém o controle das duas Casas do Congresso. Para conquistar a maioria, os democratas precisam tirar pelo menos três cadeiras hoje das mãos dos republicanos na Câmara e quatro do Senado, além de manter as que já ocupam.
A perda da maioria republicana em qualquer uma das Casas do Congresso dificultaria a aprovação da agenda de Trump e obrigaria a Casa Branca a negociar com os democratas para aprovar o orçamento. Na Casa em que conquistassem a maioria, os democratas também poderiam usar o comando das comissões para abrir investigações sobre o governo, convocar autoridades e solicitar documentos.
Se os republicanos perdessem o Senado, Trump também poderia enfrentar resistência à confirmação de seus indicados para cargos no governo e na Justiça federal. O presidente manteria o poder de vetar projetos aprovados pelo Congresso mesmo se o partido perdesse as duas Casas. Para derrubar um veto, são necessários dois terços dos votos em cada uma das duas Casas.
Midterms nos EUA têm recorde de voto antecipado e filasMais de 57 milhões de eleitores votaram antes desta terça-feira (3); Michigan registrou filas desde as primeiras horas da votaçãoMundo2026-11-03T22:03:09.001ZAs eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como midterms, bateram recorde de voto antecipado, com mais de 57 milhões de eleitores até segunda-feira (2). O total supera os 46 milhões registrados em 2022, segundo dados da Universidade da Flórida citados pela Reuters. O Texas registrou 7,6 milhões de votos antecipados, o maior número para uma eleição de meio de mandato no estado, segundo o Guardian. A Carolina do Norte e a Carolina do Sul também bateram seus recordes para esse tipo de eleição. Na Geórgia, mais de 2,8 milhões de eleitores votaram antes de terça-feira, alta de 13% em relação a 2022. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique Em Michigan, mais de 2,3 milhões de eleitores já haviam votado até segunda-feira, o equivalente a 31,2% dos eleitores com registro ativo no estado, segundo autoridades eleitorais citadas pelo MLive. Desse total, cerca de 743 mil votaram presencialmente durante os nove dias de votação antecipada, e quase 1,5 milhão devolveram cédulas de voto à distância. Nesta terça-feira (3), eleitores enfrentaram filas em locais de votação de todo o país. Em Michigan, o site MLive registrou filas longas e estacionamentos cheios nas primeiras horas após a abertura das urnas, às 7h no horário local. Angela Benander, porta-voz do Departamento de Estado de Michigan, disse que as filas avançavam rapidamente e que a votação transcorria sem grandes problemas nas primeiras horas. No condado de Broward, na Flórida, alguns eleitores foram embora antes de votar depois de enfrentar espera. Na Pensilvânia e na Carolina do Norte, autoridades ampliaram o horário de votação em oito locais após atrasos provocados por problemas técnicos. A Reuters relatou poucos transtornos no conjunto do país. Entenda como funcionam as midterms As midterms põem em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 do Senado. O resultado vai definir se o Partido Republicano, do presidente Donald Trump, mantém o controle das duas Casas do Congresso. Para conquistar a maioria, os democratas precisam tirar pelo menos três cadeiras hoje das mãos dos republicanos na Câmara e quatro do Senado, além de manter as que já ocupam. A perda da maioria republicana em qualquer uma das Casas do Congresso dificultaria a aprovação da agenda de Trump e obrigaria a Casa Branca a negociar com os democratas para aprovar o orçamento. Na Casa em que conquistassem a maioria, os democratas também poderiam usar o comando das comissões para abrir investigações sobre o governo, convocar autoridades e solicitar documentos. Se os republicanos perdessem o Senado, Trump também poderia enfrentar resistência à confirmação de seus indicados para cargos no governo e na Justiça federal. O presidente manteria o poder de vetar projetos aprovados pelo Congresso mesmo se o partido perdesse as duas Casas. Para derrubar um veto, são necessários dois terços dos votos em cada uma das duas Casas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/midterms-nos-eua-tem-recorde-de-voto-antecipado-e-filas
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