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CBF prevê perda de R$ 420 milhões em 2027 com fim das bets

Durante audiência no STF, confederação afirmou que “todo o ecossistema do futebol brasileiro perderá valor”

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Por Jessica Cardoso
Sede da CBF, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro | Fernando Frazão/Agência Brasil

Sede da CBF, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro | Fernando Frazão/Agência Brasil

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estima que a proibição das apostas esportivas online, conhecidas como bets, provocará uma perda de R$ 420 milhões em receitas já em 2027. Segundo a entidade, o impacto financeiro deverá aumentar nos anos seguintes.

A estimativa foi apresentada nesta terça-feira (3) por um representante da entidade, durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), que discute os efeitos da medida provisória (MP) que proibiu as apostas on-line no país.

Segundo a CBF, a saída das empresas de apostas ocorreu em um momento delicado, quando a confederação e as federações estaduais negociavam os contratos de patrocínio para o período de 2027 a 2030.

De acordo com os dados apresentados, 27 dos 40 times que disputam as Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino têm empresas de apostas como patrocinadoras principais. Juntos, esses contratos representam aproximadamente R$ 1 bilhão, o equivalente a 35% de todo o valor arrecadado pelos clubes com patrocínios.

Durante a audiência, o representante da CBF afirmou que a saída das empresas provoca uma oferta excessiva de espaços de publicidade e patrocínio disponíveis, o que tende a reduzir os valores pagos aos clubes.

Na avaliação da entidade, a redução dos recursos pode levar os clubes a vender jogadores para compensar as perdas. Com mais atletas disponíveis no mercado, os valores das negociações também cairiam.

“O efeito é cumulativo, uma bola de neve negativa para todo o ecossistema do futebol brasileiro. Todo o ecossistema perderá valor”, disse.

A confederação também defendeu que a discussão leve em conta tanto a proteção da saúde pública quanto os impactos econômicos e esportivos da medida.

“A CBF acredita, confia, que os Três Poderes saberão chegar a uma solução adequada, razoável, proporcional para a questão, onde se equilibrem as importantes questões de saúde pública [...] e também a segurança jurídica, o desenvolvimento econômico e desenvolvimento esportivo”, disse.

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