Ministro de Israel propõe retirar palestinos de Gaza
Ben-Gvir pretende enviar cerca de 2 milhões de pessoas para países não-especificados em seu plano
Sofia Pilagallo
Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir | Foto: Reprodução/Instagram/@otzma_yehudit - 02.09.2026
O ministro da Segurança Nacional de Israel apresentou um plano para a remoção de todos os palestinos da Faixa de Gaza com objetivo de enviá-los para o exterior. Itamar Ben-Gvir detalhou que o projeto previa retirar 250 mil palestinos do território no primeiro ano e o restante da população, de aproximadamente 2 milhões de pessoas, nos seis anos seguintes.
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Ben-Gvir classificou o plano como "realista" durante a apresentação pública do projeto, intitulado "Desconexão 710", nesta quinta-feira (3). A proposta integra a campanha do Poder Judaico para as eleições israelenses de outubro. O ministro acrescentou que havia países “prontos” para receber os palestinos de Gaza, mas não especificou quais.
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A transferência forçada de civis de um território ocupado é proibida pelas Convenções de Genebra, tratados internacionais que estabelecem regras de proteção às vítimas de conflitos armados, e pode constituir crime de guerra. Apesar do uso da palavra “voluntária”, a saída da população é considerada coercitiva diante das condições impostas por Israel aos moradores de Gaza.
No início deste ano, uma investigação independente da ONU concluiu que Israel continuou a cometer genocídio ao atacar deliberadamente crianças palestinas em Gaza. Mesmo após o cessar-fogo firmado em outubro do ano passado, as tropas israelenses seguiram bombardeando o enclave palestino e violaram o acordo ao menos 4.379 vezes entre 10 de outubro de 2025 e 24 de agosto de 2026.
A apresentação do plano "Desconexão 710" ocorre logo após declarações do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, de que o país buscava a aprovação do governo dos Estados Unidos para deslocar palestinos de Gaza. Em uma entrevista coletiva, Katz disse que Israel facilitaria a emigração “por todos os meios”, insinuando uma política de coerção.
Segundo o ministro, a proposta continuava em discussão após ter sido “congelada” pelo presidente Donald Trump. No início de seu segundo mandato, o republicano sugeriu que todos os 2 milhões de palestinos deixassem Gaza e que os Estados Unidos reconstruíssem o território, mas posteriormente recuou da ideia.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por sua vez, visitou um posto militar em Gaza na quarta-feira (2) e insistiu que Israel não se retirará das áreas que ocupa no território. Atualmente, o país controla cerca de 65% do enclave palestino, parcela muito superior aos 53% estabelecidos no cessar-fogo negociado no ano passado.
Ministro de Israel propõe retirar palestinos de GazaBen-Gvir pretende enviar cerca de 2 milhões de pessoas para países não-especificados em seu planoMundo2026-09-03T19:43:40.583ZO ministro da Segurança Nacional de Israel apresentou um plano para a remoção de todos os palestinos da Faixa de Gaza com objetivo de enviá-los para o exterior. Itamar Ben-Gvir detalhou que o projeto previa retirar 250 mil palestinos do território no primeiro ano e o restante da população, de aproximadamente 2 milhões de pessoas, nos seis anos seguintes. Ben-Gvir classificou o plano como "realista" durante a apresentação pública do projeto, intitulado "Desconexão 710", nesta quinta-feira (3). A proposta integra a campanha do Poder Judaico para as eleições israelenses de outubro. O ministro acrescentou que havia países “prontos” para receber os palestinos de Gaza, mas não especificou quais. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A transferência forçada de civis de um território ocupado é proibida pelas Convenções de Genebra, tratados internacionais que estabelecem regras de proteção às vítimas de conflitos armados, e pode constituir crime de guerra. Apesar do uso da palavra “voluntária”, a saída da população é considerada coercitiva diante das condições impostas por Israel aos moradores de Gaza. No início deste ano, uma investigação independente da ONU concluiu que Israel continuou a cometer genocídio ao atacar deliberadamente crianças palestinas em Gaza. Mesmo após o cessar-fogo firmado em outubro do ano passado, as tropas israelenses seguiram bombardeando o enclave palestino e violaram o acordo ao menos 4.379 vezes entre 10 de outubro de 2025 e 24 de agosto de 2026. A apresentação do plano "Desconexão 710" ocorre logo após declarações do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, de que o país buscava a aprovação do governo dos Estados Unidos para deslocar palestinos de Gaza. Em uma entrevista coletiva, Katz disse que Israel facilitaria a emigração “por todos os meios”, insinuando uma política de coerção. Segundo o ministro, a proposta continuava em discussão após ter sido “congelada” pelo presidente Donald Trump. No início de seu segundo mandato, o republicano sugeriu que todos os 2 milhões de palestinos deixassem Gaza e que os Estados Unidos reconstruíssem o território, mas posteriormente recuou da ideia. Com as eleições israelenses marcadas para outubro, Ben-Gvir se envolveu em episódios controversos e fez declarações direcionadas à sua base de extrema-direita. Entre elas estão o condenados à morte por terrorismo e a . O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por sua vez, visitou um posto militar em Gaza na quarta-feira (2) e insistiu que Israel não se retirará das áreas que ocupa no território. Atualmente, o país controla cerca de 65% do enclave palestino, parcela muito superior aos 53% estabelecidos no cessar-fogo negociado no ano passado.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ministro-de-israel-propoe-expulsar-palestinos-de-gaza
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