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Ministro de Israel defende execução de palestinos em podcast

Itamar Ben-Gvir afirmou que 'de 30 a 40 pessoas' deveriam ser assassinadas a cada noite em Gaza e que alguns nativos do enclave 'não merecem viver'

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Agência EFE
Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, durante participação no podcast '8 de outubro' | Foto: Reprodução/X/@itamarbengvir - 15.08.2026

Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, durante participação no podcast '8 de outubro' | Foto: Reprodução/X/@itamarbengvir - 15.08.2026

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu publicamente o assassinato de "30 a 40 pessoas" a cada noite em Gaza, em um podcast publicado nas últimas horas com Rom Braslavski, ex-refém do Hamas na Faixa.

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"Acho que deveriam ser realizados assassinatos seletivos em Gaza, eliminando entre 30 e 40 pessoas a cada noite. Não apenas quem representa uma ameaça imediata; há pessoas lá que não merecem viver. Não deveriam viver. Nem sequer são pessoas", disse Ben-Gvir, que habitualmente se vangloria de violar direitos dos cidadãos palestinos de Israel e dos presos de Cisjordânia e Gaza detidos no país.

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Neste podcast, intitulado "8 de Outubro", Ben-Gvir, que não tem autoridade sobre das Forças de Defesa de Israel (FDI) para ordenar ataques, confirmou que não concorda com a decisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de ter reduzido os ataques em Gaza para avançar com o 'plano de paz' promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Além disso, Ben-Gvir, que nem sequer prestou o serviço militar devido ao seu envolvimento com o movimento extremista Kach, declarado terrorista em Israel, defendeu a "migração em massa de palestinos" em Gaza para colonizar a Faixa com assentamentos judaicos, uma proposta que já no passado foi qualificada por diversos organismos internacionais como uma tentativa de "limpeza étnica".

"Considero que toda Gaza é nossa (...) Deveríamos ter assentamentos não apenas em Gush Katif (a colônia israelense na Faixa desmantelada em 2005), mas em toda Gaza, incentivando a maior emigração possível, enviando-os para seus países de origem, e para os terroristas, nada de emigração, nada, simplesmente matá-los um a um", afirmou uma das figuras mais influentes de Israel na atualidade.

Depoimentos desse tipo, que já foram feitos anteriormente por Ben-Gvir e outros representantes públicos israelenses, foram apresentados à Corte Internacional de Justiça da ONU como evidência de uma "intenção genocida" de Israel em Gaza, o que seus governantes negam.

Ben-Gvir, que também é colono israelense na Cisjordânia ocupada, construiu sua carreira política em torno de posições ultranacionalistas e anti-árabes. Como ministro da Segurança Nacional, controla a polícia israelense e os presídios onde os palestinos denunciam numerosos casos de tortura.

Além disso, desde a sua chegada ao governo em 2022, o número de licenças de armas para israelenses, uma das atribuições controladas por seu ministério, aumentou 126%.

Embora protagonize cenas de desprezo contra a população palestina todas as semanas, o episódio que voltou a colocá-lo no centro da polêmica internacional ocorreu em maio de 2026, quando humilhou os ativistas da Flotilha Global Sumud detidos em Israel.

Na ocasião, ele divulgou um vídeo no qual aparecia sorridente, empunhando uma bandeira israelense e dando as-vindas aos ativistas enquanto estes permaneciam algemados, amontoados e ajoelhados no chão.

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