Política

Alcolumbre faz aceno a Lula e analisa 6x1 logo após 1º turno

Presidente do Senado marcou início da discussão para a próxima semana; expectativa do PT é ter texto aprovado até 22 de outubro, 3 dias antes do segundo turno

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Marina Demori, Victor Schneider
Lula e Alcolumbre tentam encerrar rompimento de 4 meses | Pedro Gontijo/Presidência Senado

Lula e Alcolumbre tentam encerrar rompimento de 4 meses | Pedro Gontijo/Presidência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou para a próxima semana o início da discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1.

As sessões na terça (6), quarta (7) e quinta (8) serão em formato semipresencial e fazem parte de um aceno ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que conta com Alcolumbre para aprovar a mudança na jornada de trabalho antes do segundo turno. O formato dá flexibilidade para que os senadores participem da discussão à distância.

Conforme apurou o SBT News, a liderança do PT no Senado calcula que, se o rito for cumprido, a PEC será votada em primeiro turno no dia 15 deste mês e aprovada em caráter final no dia 22, a três dias do segundo turno.

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Em nota, a Presidência do Senado disse que tratará o tema com "responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas".

Depois de meses travada na Casa Alta, a PEC foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 2 de setembro. A votação foi viabilizada pela reaproximação entre Alcolumbre e Lula, que de abril a agosto romperam o diálogo depois da recusa histórica à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelos senadores.

A PEC estabelece dois prazos para a redução da jornada de trabalho e a extinção da escala de seis dias de trabalho por um de descanso:

1. Dois meses após a promulgação da PEC, a jornada cairá de 44h para 42h e os trabalhadores passarão a ter o direito a dois dias de folga por semana, com uma preferencialmente aos domingos

2. Um ano depois dessa data, o período de trabalho semanal passa a ser de 40h, totalizando 14 meses de transição entre o antigo modelo para o novo.

O fim da escala foi amplamente citada por Lula ao longo da campanha eleitoral em comícios e nas campanhas de rádio e TV. Houve frustração com a falta de tempo para aprovar o texto em plenário antes do primeiro turno, mas a nova aposta passou a ter o debate em alta às vésperas de um provável segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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