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Master: Fachin pede à PF investigação 'sem exceção' na Corte

Ministros da Corte, como Moraes, Toffoli e Nunes Marques, apareceram nas apurações da PF sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro

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José Matheus Santos
Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal | Divulgação/Gustavo Moreno/STF

Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal | Divulgação/Gustavo Moreno/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou em ofício enviado nesta sexta-feira (2) ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que eventuais fatos relacionados a ministros da Corte no caso Banco Master devem ser apurados integralmente, "sem exceção".

Fachin e Rodrigues terão uma reunião na próxima semana para tratar do tema. Os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques apareceram nas investigações sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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No documento, Fachin afirma que vêm sendo divulgadas informações, documentos, dados e indícios relacionados a um eventual envolvimento de integrantes do STF nos fatos investigados no caso. Segundo ele, quando relatório, expediente ou conjunto de informações dessa natureza chegar à Presidência do tribunal com os fatos apresentados integralmente, serão dados os encaminhamentos devidos.

O presidente do STF diz ainda haver "inequívoco interesse institucional" para que todo fato relevante seja rigorosamente apurado, "sem exceção de qualquer natureza". Fachin afirma que seu objetivo é assegurar o esclarecimento de todos os fatos, com respeito ao devido processo legal e às competências dos órgãos responsáveis pela investigação e pela persecução penal.

No ofício, Fachin também ressalta a autonomia da Polícia Federal e do Ministério Público e afirma que a atuação dessas instituições deve respeitar, ao mesmo tempo, as competências constitucionais do Supremo. Segundo o ministro, o cumprimento das regras de competência e do procedimento legal é uma garantia tanto dos investigados quanto da legitimidade e da eficácia da investigação.

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