Irã enterra vítimas de suposto ataque dos EUA a civis
Número de mortos sobe para cinco; Teerã dá resposta a Washington bombardeando bases norte-americanas no Oriente Médio
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André de Sena, com informações da Reuters
Escombros se espalham ao redor de casas danificadas após um suposto ataque próximo a uma festa de casamento em Kuhestak, no Irã | Razieh Poudat/ISNA/WANA via Reuters
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"Se fosse uma instalação militar, não seria tão doloroso. Era uma cerimônia de casamento, mas eles transformaram a alegria das pessoas em luto", lamentou um morador local que foi entrevistado pela agência de notícias semioficial do Irã, a Tasnim, que é ligada à Guarda Revolucionária.
De acordo com a TV estatal do Irã, o número de mortos subiu de quatro para cinco nessa quinta-feira (3), após uma mulher de 22 anos que havia sido levado para o hospital não resistir aos ferimentos. As autoridades iranianas afirmam que quase 70 pessoas ficaram feridas.
Em um primeiro momento, o Comando Central dos Estados Unidos negou a autoria do ataque. Mas nessa quinta-feira (3), o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que Washington investiga o caso. "Devo dizer que a mídia estatal iraniana não tem sido muito boa em noticiar o que aconteceu no conflito até agora. Portanto, estou extremamente cético em relação a isso", disse.
Os Estados Unidos alegam que os ataques lançados contra o Irã miraram apenas alvos militares e que a ofensiva, iniciada na terça-feira (1), foi uma retaliação a agressões iranianas contra embarcações no Estreito de Ormuz.
Em resposta ao gesto de Washington, nessa quarta-feira Teerã atacou bases norte-americanas no Iraque, na Jordânia, Catar, Barein e Kwait. Nessa quinta-feira (3), a ofensiva prosseguiu somente no território kuwaitiano, visando uma das bases que os Estados Unidos mantém no país.
Escassez de munição
No final de julho, o presidente Donald Trump ordenou uma pausa temporária dos ataques contra o Irã após a imprensa dos Estados Unidos noticiar que os estoques de munição estavam baixos. Por conta disso, as movimentações militares no Golfo Pérsico diminuíram significativamente em agosto.
Nessa quinta-feira (3), quando o conflito no Oriente Médio já havia escalado novamente, Trump fez uma postagem nas redes sociais se referindo à imprensa norte-americana como "escória traidora que se recusa a relatar com precisão nossa operação militar no Irã". Ele afirmou que Washington tem "quantidades praticamente ilimitadas de munição de média e alta qualidade" e acrescentou que os Estados Unidos estão "produzindo munições em níveis nunca vistos antes".
Na mesma publicação, o republicano criticou seu antecessor, o democrata Joe Biden, por ajudar a Ucrânia a se defender da invasão russa. "O governo Biden doou muito mais munição para a Ucrânia, sem nenhum custo para eles, do que usamos no Irã", escreveu. Ele também disse que vai pedir de volta "centenas de bilhões de dólares" que foram doados a Kiev e à OTAN, a aliança militar ocidental.
Pressão econômica
Para pressionar o governo iraniano, Trump endureceu as sanções econômicas aplicadas contra Teerã. De acordo com o secretário do Tesouro Scott Bessent, qualquer país que continuar a fazer negócios com Teerã corre o risco de ser alvo de restrições.
Embora a economia do Irã esteja se enfraquecendo, o regime teocrático que vigora no país permanece no poder. Seus dirigentes não apenas pedem o fim das sanções impostas pelos Estados Unidos, mas também pretendem cobrar taxas dos navios que navegam pelo Estreito de Ormuz.
A súbita escalada da guerra no Oriente Médio nesta semana fez os preços do petróleo subirem por quatro dias consecutivos. Nessa quinta-feira (3), os contratos futuros do barril do tipo Brent chegaram a ser negociados por US$ 96.
Irã enterra vítimas de suposto ataque dos EUA a civisNúmero de mortos sobe para cinco; Teerã dá resposta a Washington bombardeando bases norte-americanas no Oriente MédioMundo2026-09-03T19:10:47.812ZO funeral das vítimas de um suposto ataque dos Estados Unidos contra uma festa de casamento foi realizado nesta quinta-feira (3) na cidade iraniana de Kuhestak. . "Se fosse uma instalação militar, não seria tão doloroso. Era uma cerimônia de casamento, mas eles transformaram a alegria das pessoas em luto", lamentou um morador local que foi entrevistado pela agência de notícias semioficial do Irã, a Tasnim, que é ligada à Guarda Revolucionária. De acordo com a TV estatal do Irã, o número de mortos subiu de quatro para cinco nessa quinta-feira (3), após uma mulher de 22 anos que havia sido levado para o hospital não resistir aos ferimentos. As autoridades iranianas afirmam que quase 70 pessoas ficaram feridas. Em um primeiro momento, o Comando Central dos Estados Unidos negou a autoria do ataque. Mas nessa quinta-feira (3), o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que Washington investiga o caso. "Devo dizer que a mídia estatal iraniana não tem sido muito boa em noticiar o que aconteceu no conflito até agora. Portanto, estou extremamente cético em relação a isso", disse. Os Estados Unidos alegam que os ataques lançados contra o Irã miraram apenas alvos militares e que a ofensiva, iniciada na terça-feira (1), foi uma retaliação a agressões iranianas contra embarcações no Estreito de Ormuz. Em resposta ao gesto de Washington, nessa quarta-feira Teerã atacou bases norte-americanas no Iraque, na Jordânia, Catar, Barein e Kwait. Nessa quinta-feira (3), a ofensiva prosseguiu somente no território kuwaitiano, visando uma das bases que os Estados Unidos mantém no país. Escassez de munição No final de julho, o presidente Donald Trump ordenou uma pausa temporária dos ataques contra o Irã após a imprensa dos Estados Unidos noticiar que os . Por conta disso, as movimentações militares no Golfo Pérsico diminuíram significativamente em agosto. Nessa quinta-feira (3), quando o conflito no Oriente Médio já havia escalado novamente, Trump fez uma postagem nas redes sociais se referindo à imprensa norte-americana como "escória traidora que se recusa a relatar com precisão nossa operação militar no Irã". Ele afirmou que Washington tem "quantidades praticamente ilimitadas de munição de média e alta qualidade" e acrescentou que os Estados Unidos estão "produzindo munições em níveis nunca vistos antes". Na mesma publicação, o republicano criticou seu antecessor, o democrata Joe Biden, por ajudar a Ucrânia a se defender da invasão russa. "O governo Biden doou muito mais munição para a Ucrânia, sem nenhum custo para eles, do que usamos no Irã", escreveu. Ele também disse que vai pedir de volta "centenas de bilhões de dólares" que foram doados a Kiev e à OTAN, a aliança militar ocidental. Pressão econômica Para pressionar o governo iraniano, Trump . De acordo com o secretário do Tesouro Scott Bessent, qualquer país que continuar a fazer negócios com Teerã corre o risco de ser alvo de restrições. , o regime teocrático que vigora no país permanece no poder. Seus dirigentes não apenas pedem o fim das sanções impostas pelos Estados Unidos, mas também pretendem cobrar taxas dos navios que navegam pelo Estreito de Ormuz. A súbita escalada da guerra no Oriente Médio nesta semana fez os preços do petróleo subirem por quatro dias consecutivos. Nessa quinta-feira (3), os contratos futuros do barril do tipo Brent chegaram a ser negociados por US$ 96. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ira-enterra-vitimas-de-suposto-ataque-dos-eua-a-civis