Irã pede que EUA voltem a cumprir acordos para fim da guerra
Documento assinado em junho abria caminho para negociações; apelo do presidente iraniano ocorre após Trump ameaçar fazer novos ataques
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André de Sena, com informações da Reuters
Presidente iraniano Masoud Pezeshkian em Bishkek, no Quirguistão | Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Pool via Reuters
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu nesta terça-feira (1°) que os Estados Unidos cumpram o acordo firmado entre os dois países no memorando de entendimento assinado em junho, que busca abrir caminho para o fim da guerra. A declaração ocorre em meio à retomada das hostilidades de ambos os lados.
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“Estou afirmando claramente que, se os EUA voltarem a cumprir seus compromissos previstos no memorando de entendimento, a República Islâmica do Irã retribuirá imediatamente”, disse Pezeshkian durante sua participação na cúpula da Organização de Cooperação de Xangai, realizada em Bishkek, capital do Quirguistão.
Assinado em 17 de junho, o documento determinava o fim imediato das operações militares em todas as frentes do conflito e o respeito mútuo à soberania dos dois países. O texto também incluía medidas voltadas à normalização econômica e comercial da região. Entre elas estavam a reabertura gradual da navegação no Estreito de Ormuz, a retirada de forças militares norte-americanas das proximidades do Irã, a suspensão de restrições ao comércio de petróleo iraniano e a liberação de ativos financeiros congelados.
Além disso, através do memorando, Washington e Teerã se comprometiam a concluir, em até 60 dias, um acordo definitivo para dar um fim à guerra, que já se arrasta há seis meses, quando EUA e Israel atacaram o Irã, em 28 de fevereiro.
A ação em território jordaniano, por sua vez, foi uma retaliação de Teerã ao ataque de Washington na ilha iraniana de Larak, ocorrido no domingo (30). Mesmo em meio a essa nova escalada no conflito, Pezeshkian havia dito na segunda-feira (31) que seu país ainda busca uma solução negociada com os Estados Unidos e que a guerra não é de interesse de ninguém.
Petróleo
A troca de ataques fez o valor do petróleo subir. Os preços futuros do barril tipo Brent tiveram alta maior que 1,3% nessa terça-feira (1°). A situação no mercado foi agravada pelos relatos de que dois petroleiros haviam sido alvo de ataques ao saírem do Estreito de Ormuz, rota por onde era transportado 20% do petróleo consumido no mundo antes do início da guerra e que foi fechada pelo Irã.
“As trocas recíprocas de mísseis entre os EUA e o Irã dão razão àqueles que acreditam que, mesmo que não seja uma ‘guerra eterna’, esse conflito vai se arrastar por muito tempo”, disse o analista da PVM John Evans em entrevista à agência de notícias Reuters.
Irã pede que EUA voltem a cumprir acordos para fim da guerraDocumento assinado em junho abria caminho para negociações; apelo do presidente iraniano ocorre após Trump ameaçar fazer novos ataquesMundo2026-09-01T14:12:38.307ZO presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu nesta terça-feira (1°) que os Estados Unidos cumpram o acordo firmado entre os dois países no memorando de entendimento assinado em junho, que busca abrir caminho para o fim da guerra. A declaração ocorre em meio à retomada das hostilidades de ambos os lados. “Estou afirmando claramente que, se os EUA voltarem a cumprir seus compromissos previstos no memorando de entendimento, a República Islâmica do Irã retribuirá imediatamente”, disse Pezeshkian durante sua participação na cúpula da Organização de Cooperação de Xangai, realizada em Bishkek, capital do Quirguistão. , o documento determinava o fim imediato das operações militares em todas as frentes do conflito e o respeito mútuo à soberania dos dois países. O texto também incluía medidas voltadas à normalização econômica e comercial da região. Entre elas estavam a reabertura gradual da navegação no Estreito de Ormuz, a retirada de forças militares norte-americanas das proximidades do Irã, a suspensão de restrições ao comércio de petróleo iraniano e a liberação de ativos financeiros congelados. Além disso, através do memorando, Washington e Teerã se comprometiam a concluir, em até 60 dias, um acordo definitivo para dar um fim à guerra, que já se arrasta há seis meses, quando EUA e Israel atacaram o Irã, em 28 de fevereiro. Embora os dois países tenham assinado o documento, os termos acordados não foram cumpridos. Nesta segunda-feira (31), A ofensiva que Trump ameaça fazer seria uma resposta ao ataque iraniano contra bases norte-americanas na Jordânia. Retaliações A ação em território jordaniano, por sua vez, foi uma retaliação de Teerã ao ataque de Washington na ilha iraniana de Larak, ocorrido no domingo (30). Mesmo em meio a essa nova escalada no conflito, Pezeshkian havia dito na segunda-feira (31) que seu país ainda busca uma solução negociada com os Estados Unidos e que a guerra não é de interesse de ninguém. Petróleo A troca de ataques fez o valor do petróleo subir. Os preços futuros do barril tipo Brent tiveram alta maior que 1,3% nessa terça-feira (1°). A situação no mercado foi agravada pelos relatos de que dois petroleiros haviam sido alvo de ataques ao saírem do Estreito de Ormuz, rota por onde era transportado 20% do petróleo consumido no mundo antes do início da guerra e que foi fechada pelo Irã. “As trocas recíprocas de mísseis entre os EUA e o Irã dão razão àqueles que acreditam que, mesmo que não seja uma ‘guerra eterna’, esse conflito vai se arrastar por muito tempo”, disse o analista da PVM John Evans em entrevista à agência de notícias Reuters. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ira-pede-que-eua-voltem-a-cumprir-acordos-para-fim-da-guerra