Consumo das famílias recua 0,4%, enquanto agropecuária sustenta avanço da economia e investimentos crescem 1,2% no período
Caio Barcellos
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo
A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, já descontados os efeitos sazonais, mas perdeu ritmo frente à expansão de 1,1% registrada no início do ano. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB), divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram crescimento nos três grandes setores da economia, liderado pela agropecuária, enquanto, pela ótica da demanda, o consumo das famílias recuou.
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O resultado ficou ligeiramente acima da expectativa mediana de 0,4% apontada pelo mercado antes da divulgação. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB)avançou 2,0%, enquanto no primeiro semestre a alta também chegou a 1,9%. Considerados os quatro trimestres encerrados em junho, a economia acumulou crescimento de 1,9%.
Em valores correntes, que não descontam a inflação, o PIB somou R$ 3,426 trilhões entre abril e junho, dos quais R$ 2,938 trilhões vieram do valor adicionado pelas atividades econômicas e R$ 487,9 bilhões dos impostos sobre produtos, líquidos de subsídios.
Na atualização da série divulgada agora, o IBGE também revisou o crescimento do segundo trimestre de 2025 de 0,3% para 0,4% e o do quarto trimestre daquele ano de 0,3% para 0,2%, enquanto as taxas do terceiro trimestre de 2025 e do primeiro trimestre de 2026 permaneceram em 0,1% e 1,1%, respectivamente, considerando os números arredondados.
Pela ótica da produção, a agropecuária cresceu 2,8% frente ao primeiro trimestre e teve o melhor desempenho entre os três grandes setores. Os serviços, que respondem pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%, enquanto a indústria ficou praticamente estável, com crescimento de 0,1%.
Dentro da indústria, o resultado positivo foi sustentado principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4% no período. O desempenho compensou as quedas de 1,1% no segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos, além dos recuos de 0,4% tanto na indústria de transformação quanto na construção.
Nos serviços, informação e comunicação registrou a principal alta, de 2,1%, seguida por transporte, armazenagem e correio, com 1,1%, e atividades imobiliárias, com 0,2%. Comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis, enquanto administração pública recuou 0,4% e as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados caíram 0,3%.
A composição do PIB pela ótica da demanda mostrou um quadro diferente, com queda de 0,4% no consumo das famílias em relação ao primeiro trimestre, depois da alta de 0,8% registrada nos primeiros três meses do ano. Jà o consumo do governo avançou 0,4%.
Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), cresceram 1,2%, dando continuidade à recuperação observada no início do ano. A FBCF reúne, entre outros componentes, os investimentos das empresas em máquinas, equipamentos, construção e outros ativos utilizados para ampliar a capacidade produtiva da economia.
No setor externo, as exportações de bens e serviços caíram 0,8% frente ao primeiro trimestre, ao mesmo tempo que as importações avançaram 1,8%. Como as compras feitas no exterior são descontadas no cálculo do PIB, esse movimento limitou a contribuição do setor externo para o crescimento entre abril e junho.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, quando o PIB cresceu 2,0%, a agropecuária voltou a apresentar a maior expansão entre os grandes setores, com avanço de 6,8%. Segundo o IBGE, o resultado refletiu o desempenho da pecuária e de culturas importantes para o período, com aumento estimado da produção e da produtividade da soja e, principalmente, do café.
A indústria cresceu 1,5% nessa comparação, impulsionada pelas indústrias extrativas, que avançaram 12% com o aumento da extração de petróleo e gás. A construção teve alta de 1%, enquanto a indústria de transformação caiu 0,9% e o grupo de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuou 0,5%.
Os serviços também cresceram 1,5% em um ano, com expansão em todas as atividades pesquisadas. Informação e comunicação teve novamente o maior avanço, de 8,4%, seguida pelas atividades imobiliárias, com 2,2%.
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias aumentou apenas 0,5% em relação ao segundo trimestre do ano passado, enquanto o consumo do governo cresceu 3,1%. Os investimentos avançaram 1,4%, as exportações tiveram alta de 3,8% e as importações cresceram 5,5%.
Apesar do crescimento dos investimentos na margem e na comparação anual, a taxa de investimento caiu para 16,1% do PIB no segundo trimestre, ante 16,6% no mesmo período de 2025. A taxa de poupança seguiu direção contrária e passou de 16,5% para 16,6%.
No acumulado do primeiro semestre, o PIB cresceu 1,9% frente aos seis primeiros meses de 2025, resultado de altas de 3,6% na agropecuária, 1,6% na indústria e 1,8% nos serviços. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias avançou 1,1% e o do governo, 2,9%, enquanto os investimentos ficaram estáveis. As exportações cresceram 5,5% e as importações, 3,4%.
PIB cresce 0,5% no 2º trimestre e perde ritmoConsumo das famílias recua 0,4%, enquanto agropecuária sustenta avanço da economia e investimentos crescem 1,2% no períodoEconomia2026-09-01T12:33:57.045ZA economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, já descontados os efeitos sazonais, mas perdeu ritmo frente à expansão de 1,1% registrada no início do ano. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB), divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram crescimento nos três grandes setores da economia, liderado pela agropecuária, enquanto, pela ótica da demanda, o consumo das famílias recuou. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O resultado ficou ligeiramente acima da expectativa mediana de 0,4% apontada pelo mercado antes da divulgação. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 2,0%, enquanto no primeiro semestre a alta também chegou a 1,9%. Considerados os quatro trimestres encerrados em junho, a economia acumulou crescimento de 1,9%. Em valores correntes, que não descontam a inflação, o PIB somou R$ 3,426 trilhões entre abril e junho, dos quais R$ 2,938 trilhões vieram do valor adicionado pelas atividades econômicas e R$ 487,9 bilhões dos impostos sobre produtos, líquidos de subsídios. Na atualização da série divulgada agora, o IBGE também revisou o crescimento do segundo trimestre de 2025 de 0,3% para 0,4% e o do quarto trimestre daquele ano de 0,3% para 0,2%, enquanto as taxas do terceiro trimestre de 2025 e do primeiro trimestre de 2026 permaneceram em 0,1% e 1,1%, respectivamente, considerando os números arredondados. Agropecuária lidera crescimento Pela ótica da produção, a agropecuária cresceu 2,8% frente ao primeiro trimestre e teve o melhor desempenho entre os três grandes setores. Os serviços, que respondem pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%, enquanto a indústria ficou praticamente estável, com crescimento de 0,1%. Dentro da indústria, o resultado positivo foi sustentado principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4% no período. O desempenho compensou as quedas de 1,1% no segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos, além dos recuos de 0,4% tanto na indústria de transformação quanto na construção. Nos serviços, informação e comunicação registrou a principal alta, de 2,1%, seguida por transporte, armazenagem e correio, com 1,1%, e atividades imobiliárias, com 0,2%. Comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis, enquanto administração pública recuou 0,4% e as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados caíram 0,3%. Consumo das famílias recua A composição do PIB pela ótica da demanda mostrou um quadro diferente, com queda de 0,4% no consumo das famílias em relação ao primeiro trimestre, depois da alta de 0,8% registrada nos primeiros três meses do ano. Jà o consumo do governo avançou 0,4%. Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), cresceram 1,2%, dando continuidade à recuperação observada no início do ano. A FBCF reúne, entre outros componentes, os investimentos das empresas em máquinas, equipamentos, construção e outros ativos utilizados para ampliar a capacidade produtiva da economia. No setor externo, as exportações de bens e serviços caíram 0,8% frente ao primeiro trimestre, ao mesmo tempo que as importações avançaram 1,8%. Como as compras feitas no exterior são descontadas no cálculo do PIB, esse movimento limitou a contribuição do setor externo para o crescimento entre abril e junho. Agro e petróleo sustentam alta anual Na comparação com o segundo trimestre de 2025, quando o PIB cresceu 2,0%, a agropecuária voltou a apresentar a maior expansão entre os grandes setores, com avanço de 6,8%. Segundo o IBGE, o resultado refletiu o desempenho da pecuária e de culturas importantes para o período, com aumento estimado da produção e da produtividade da soja e, principalmente, do café. A indústria cresceu 1,5% nessa comparação, impulsionada pelas indústrias extrativas, que avançaram 12% com o aumento da extração de petróleo e gás. A construção teve alta de 1%, enquanto a indústria de transformação caiu 0,9% e o grupo de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuou 0,5%. Os serviços também cresceram 1,5% em um ano, com expansão em todas as atividades pesquisadas. Informação e comunicação teve novamente o maior avanço, de 8,4%, seguida pelas atividades imobiliárias, com 2,2%. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias aumentou apenas 0,5% em relação ao segundo trimestre do ano passado, enquanto o consumo do governo cresceu 3,1%. Os investimentos avançaram 1,4%, as exportações tiveram alta de 3,8% e as importações cresceram 5,5%. Investimento perde participação no PIB Apesar do crescimento dos investimentos na margem e na comparação anual, a taxa de investimento caiu para 16,1% do PIB no segundo trimestre, ante 16,6% no mesmo período de 2025. A taxa de poupança seguiu direção contrária e passou de 16,5% para 16,6%. No acumulado do primeiro semestre, o PIB cresceu 1,9% frente aos seis primeiros meses de 2025, resultado de altas de 3,6% na agropecuária, 1,6% na indústria e 1,8% nos serviços. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias avançou 1,1% e o do governo, 2,9%, enquanto os investimentos ficaram estáveis. As exportações cresceram 5,5% e as importações, 3,4%.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/pib-cresce-0-5-no-2-trimestre-e-perde-ritmo
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