MPRJ cumpre mandados e denuncia 22 por "máfia das cantinas"
Investigação aponta atuação por nove anos e prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos
SBT Rio
Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ). | Divulgação
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou à Justiça 22 pessoas por suspeita de integrar a "máfia das cantinas", uma organização criminosa que controlava a exploração comercial de cantinas em presídios do estado.
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Nesta terça-feira (1º), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) cumpre mandados de busca e apreensão em endereços de investigados na capital, Mesquita e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação foi autorizada pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.
Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou que a investigação começou na Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário, em conjunto com a Corregedoria, e posteriormente foi encaminhada ao Ministério Público.
Segundo a pasta, as atividades das cantinas nos presídios foram encerradas em 2024. A Seppen afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta e crimes praticados por servidores e que mantém compromisso com a transparência e a legalidade.
A operação desta terça é a segunda fase da "Operação Snack Time", iniciada em novembro de 2024, quando foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.
Investigações de denunciados
Segundo a denúncia, o grupo teria atuado entre 2015 e 2024. O objetivo do esquema, segundo as investigações, era manter o controle das cantinas dos presídios nas mãos das empresas ligadas ao grupo, evitando que concorrentes de fora participassem e vencessem as licitações.
Em uma disputa realizada em 2019, empresas ligadas ao esquema teriam conquistado 38 dos 40 lotes disponíveis. O Ministério Público estima que as irregularidades tenham causado prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos.
De acordo com o GAECO/MPRJ, os integrantes definiam antecipadamente como os lotes seriam distribuídos entre as empresas vinculadas ao grupo. A denúncia aponta ainda que, em determinadas situações, empresas vencedoras que não pertenciam ao esquema eram desclassificadas para beneficiar os integrantes do cartel.
Além das acusações de organização criminosa e fraude em licitação, o Ministério Público pediu que os denunciados sejam condenados a pagar R$ 25 milhões para reparar os danos causados ao erário.
MPRJ cumpre mandados e denuncia 22 por "máfia das cantinas"Investigação aponta atuação por nove anos e prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicosBrasil2026-09-01T13:38:06.855ZO Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou à Justiça 22 pessoas por suspeita de integrar a "máfia das cantinas", uma organização criminosa que controlava a exploração comercial de cantinas em presídios do estado. Nesta terça-feira (1º), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) cumpre mandados de busca e apreensão em endereços de investigados na capital, Mesquita e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação foi autorizada pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa. Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou que a investigação começou na Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário, em conjunto com a Corregedoria, e posteriormente foi encaminhada ao Ministério Público. Segundo a pasta, as atividades das cantinas nos presídios foram encerradas em 2024. A Seppen afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta e crimes praticados por servidores e que mantém compromisso com a transparência e a legalidade. A operação desta terça é a segunda fase da "Operação Snack Time", iniciada em novembro de 2024, quando foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Investigações de denunciados Segundo a denúncia, o grupo teria atuado entre 2015 e 2024. O objetivo do esquema, segundo as investigações, era manter o controle das cantinas dos presídios nas mãos das empresas ligadas ao grupo, evitando que concorrentes de fora participassem e vencessem as licitações. Em uma disputa realizada em 2019, empresas ligadas ao esquema teriam conquistado 38 dos 40 lotes disponíveis. O Ministério Público estima que as irregularidades tenham causado prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos. De acordo com o GAECO/MPRJ, os integrantes definiam antecipadamente como os lotes seriam distribuídos entre as empresas vinculadas ao grupo. A denúncia aponta ainda que, em determinadas situações, empresas vencedoras que não pertenciam ao esquema eram desclassificadas para beneficiar os integrantes do cartel. Além das acusações de organização criminosa e fraude em licitação, o Ministério Público pediu que os denunciados sejam condenados a pagar R$ 25 milhões para reparar os danos causados ao erário. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/mprj-cumpre-mandados-e-denuncia-22-por-mafia-das-cantinas
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