Irã acusa EUA de matar pessoas que participavam de casamento
Comando Central dos Estados Unidos diz que seus militares "nunca atacam civis, ao contrário da Guarda Revolucionária"
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André de Sena, com informações da Reuters
Buraco em prédio que o Irã diz ter sido alvo de um ataque dos Estados Unidos em Kuhestak | Reprodução/Reuters
O governo iraniano acusou os Estados Unidos de bombardearem um prédio onde ocorria uma festa de casamento, matando quatro pessoas e deixando dezenas de feridos. O ataque teria ocorrido na cidade de Kuhestak, localizada no condado de Sirik. Imagens aéreas gravadas nesta quarta-feira (2) mostram uma construção com um buraco no telhado e fragmentos de concreto espalhados por um pátio externo.
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Washington nega a autoria do ataque. O Comando Central dos Estados Unidos, que é responsável pelas atividades bélicas norte-americanas no Oriente Médio, disse que seus militares "nunca atacam civis, ao contrário da Guarda Revolucionária", fazendo referência ao grupo armado que protege o regime teocrático xiita que impera no Irã.
Essa não é a primeira vez que Teerã acusa Washington de mirar alvos civis desde que Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro. Um desses episódios ocorreu logo no primeiro dia de conflito. Na ocasião, o governo iraniano divulgou que um ataque perpetrado por norte-americanos e israelenses destruiu uma escola primária feminina, tirando a vida de 165 alunas.
Teerã também acusou Washington de, em 1° de março, direcionar ataques contra os hospitais Motahari e Khatam, em Teerã, que pertencem à organização humanitária Crescente Vermelho. Ainda segundo a denúncia iraniana, na mesma data, prédios residenciais na região norte da capital do país teriam sido alvo dos Estados Unidos.
ONU pede retorno à diplomacia
As recentes trocas de agressões entre Irã e Estados Unidos preocupam a ONU. Nesta quarta-feira (2), o porta-voz da organização disse que seu secretário-geral, António Guterres, condena todos os ataques contra civis e exorta os países que participam do conflito a retornar à diplomacia.
"Um acordo abrangente e duradouro só pode ser alcançado por meio do diálogo e das negociações", disse.
Guterres também alertou que o aumento das tensões afeta o espaço aéreo e rotas marítimas cruciais no Oriente Médio, podendo causar consequências devastadoras para toda a região.
“Estamos lançando uma ofensiva econômica contra as conexões financeiras do Irã ao redor do mundo. Nosso objetivo é cortar todas as linhas vitais econômicas que sustentam esse regime tirânico, até que Teerã fique isolado”, afirmou.
De acordo com sites que acompanham as cotações no mercado de câmbio, a moeda iraniana atingiu sua mínima histórica nessa quarta-feira (2). Um dólar equivale a 2,2 milhões de riais. Na última semana, a desvalorização foi de aproximadamente 10%.
Irã acusa EUA de matar pessoas que participavam de casamentoComando Central dos Estados Unidos diz que seus militares "nunca atacam civis, ao contrário da Guarda Revolucionária"Mundo2026-09-02T20:13:02.021ZO governo iraniano acusou os Estados Unidos de bombardearem um prédio onde ocorria uma festa de casamento, matando quatro pessoas e deixando dezenas de feridos. O ataque teria ocorrido na cidade de Kuhestak, localizada no condado de Sirik. Imagens aéreas gravadas nesta quarta-feira (2) mostram uma construção com um buraco no telhado e fragmentos de concreto espalhados por um pátio externo. Washington nega a autoria do ataque. O Comando Central dos Estados Unidos, que é responsável pelas atividades bélicas norte-americanas no Oriente Médio, disse que seus militares "nunca atacam civis, ao contrário da Guarda Revolucionária", fazendo referência ao grupo armado que protege o regime teocrático xiita que impera no Irã. Essa não é a primeira vez que Teerã acusa Washington de mirar alvos civis desde que Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro. . Na ocasião, o governo iraniano divulgou que um ataque perpetrado por norte-americanos e israelenses destruiu uma escola primária feminina, tirando a vida de 165 alunas. Os Estados Unidos não assumiram diretamente a autoria do ataque, mas, na época, o presidente Donald Trump chegou a dizer que "erros acontecem" ao ser questionado por jornalistas sobre o episódio, durante uma cúpula do G7 na França. no atual conflito. Teerã também acusou Washington de, em 1° de março, direcionar ataques contra os hospitais Motahari e Khatam, em Teerã, que pertencem à organização humanitária Crescente Vermelho. Ainda segundo a denúncia iraniana, na mesma data, prédios residenciais na região norte da capital do país teriam sido alvo dos Estados Unidos. ONU pede retorno à diplomacia As recentes trocas de agressões entre Irã e Estados Unidos preocupam a ONU. Nesta quarta-feira (2), o porta-voz da organização disse que seu secretário-geral, António Guterres, condena todos os ataques contra civis e exorta os países que participam do conflito a retornar à diplomacia. "Um acordo abrangente e duradouro só pode ser alcançado por meio do diálogo e das negociações", disse. Guterres também alertou que o aumento das tensões afeta o espaço aéreo e rotas marítimas cruciais no Oriente Médio, podendo causar consequências devastadoras para toda a região. Sanções dos Estados Unidos Recentemente Washington intensificou as sanções econômicas contra o país. De acordo com o secretário do Tesouro Scott Bessent, “Estamos lançando uma ofensiva econômica contra as conexões financeiras do Irã ao redor do mundo. Nosso objetivo é cortar todas as linhas vitais econômicas que sustentam esse regime tirânico, até que Teerã fique isolado”, afirmou. De acordo com sites que acompanham as cotações no mercado de câmbio, a moeda iraniana atingiu sua mínima histórica nessa quarta-feira (2). Um dólar equivale a 2,2 milhões de riais. Na última semana, a desvalorização foi de aproximadamente 10%. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ira-acusa-eua-de-matar-pessoas-que-participavam-de-casamento