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'Erros acontecem', diz Trump sobre ataque a escola no Irã

Declaração foi talvez a mais próxima de um reconhecimento da responsabilidade americana no bombardeio, que deixou 155 mortos, a maioria crianças

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Sofia Pilagallo
18/06/2026, 00:21 • Atualizado em 18/06/2026, 00:25
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Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Cúpula do G7 em Evian-les-Bains, na França | Foto: Evelyn Hockstein/Reuters - 17.06.2026

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Cúpula do G7 em Evian-les-Bains, na França | Foto: Evelyn Hockstein/Reuters - 17.06.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "erros acontecem" ao ser questionado por repórteres sobre quem seria o responsável pelo bombardeio que atingiu uma escola iraniana no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro. A declaração foi talvez a mais próxima de um reconhecimento, ainda que indireto, da responsabilidade americana no ataque.

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"Erros acontecem. A guerra é terrível", disse Trump durante a Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. "Ninguém fez isso de propósito."

O bombardeio atingiu a escola primária Shajarah Tayyebeh, na cidade de Minab, no sul do Irã. Segundo um balanço revisado pelas autoridades iranianas, 155 pessoas morreram. Inicialmente, o número oficial era de 75 vítimas, a maioria crianças e professores.

Organizações de direitos humanos condenaram o ataque e afirmaram que ele pode configurar uma violação do direito internacional por ter atingido uma estrutura civil. As entidades defenderam uma investigação independente e eventual responsabilização dos envolvidos, enquanto a ONU classificou o episódio como grave e pediu uma apuração rápida e imparcial.

Segundo Trump, o caso continua sob investigação do Pentágono. Em maio de 2026, autoridades militares afirmaram que a apuração estava "se aproximando da conclusão", mas nenhum relatório final foi divulgado até o momento.

Em conversas privadas, oficiais militares americanos reconheceram que as forças dos EUA realizaram o bombardeio e o classificaram como uma falha de inteligência. A escola ficava ao lado de uma base da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, e o prédio havia integrado a instalação militar no passado.

Ainda de acordo com essas autoridades, uma investigação interna concluiu que a equipe responsável pela seleção de alvos utilizava imagens de satélite desatualizadas havia sete anos, que não mostravam a existência de uma escola ao lado da base.

Pelo menos duas pessoas envolvidas na análise do local pelo Exército sabiam que um dos prédios da base parecia ter sido convertido em escola, mas a informação não teria chegado aos responsáveis pela definição dos alvos.

O episódio foi o mais grave incidente com vítimas civis causado pelos militares dos EUA desde 1991. Naquele ano, um avião furtivo americano bombardeou um abrigo antiaéreo civil em Bagdá, matando mais de 400 pessoas, em sua maioria mulheres, crianças e idosos.

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