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Milei propõe reforma eleitoral para acabar com primárias obrigatórias

Presidente da Argentina envia projeto ao Congresso; texto prevê menos recursos públicos e novas regras de transparência nas campanhas eleitorais

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou que enviará ao Congresso nesta quarta-feira (22) um projeto de reforma eleitoral. Entre os principais pontos está o fim das eleições primárias obrigatórias no país. Até o momento, o governo argentino não confirmou oficialmente o envio do texto. A proposta, no entanto, já circula em versões preliminares.

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As chamadas primárias abertas funcionam como uma pré-eleição, em que os eleitores escolhem os candidatos que disputarão o pleito principal. Além de definir nomes, o mecanismo também serve como termômetro da força política dos partidos. Milei, porém, considera o modelo um gasto desnecessário de recursos públicos.

A reforma também prevê mudanças no financiamento de campanhas. De acordo com um rascunho obtido pela agência Reuters, o governo pretende reduzir o uso de recursos públicos e ampliar a participação de financiamento privado.

Apesar disso, o projeto estabelece regras mais rígidas de transparência. Doações anônimas seriam proibidas, assim como contribuições de entidades ligadas a jogos ou de origem estrangeira.

Outro ponto em discussão é a criação de critérios semelhantes à Lei da Ficha Limpa brasileira, impedindo a candidatura de políticos condenados em segunda instância.

A proposta ainda precisa ser analisada pelo Congresso argentino para entrar em vigor.

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