Justiça da Espanha absolve Neymar em caso de fraude na transferência para o Barcelona
Supremo Tribunal mantém decisão de 2022 e livra jogador brasileiro e dirigentes de acusações por corrupção

Antonio Souza
O Supremo Tribunal da Espanha confirmou nesta quarta-feira (22) a absolvição de Neymar e de dirigentes do FC Barcelona nas acusações de corrupção e fraude relacionadas à transferência do jogador para o clube, em 2013.
A corte manteve a decisão tomada em 2022, quando o brasileiro já havia sido absolvido em primeira instância. Com isso, o caso é encerrado sem condenações para Neymar ou para os demais envolvidos na negociação.
Por que Neymar foi investigado?
O jogador esteve no centro de um processo judicial por supostas irregularidades na transferência do Santos FC para o Barcelona. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público da Espanha e pela empresa DIS, que detinha 40% dos direitos econômicos do atleta na época. O grupo alegava ter sido prejudicado financeiramente na negociação.
Inicialmente, Santos e Barcelona anunciaram a transferência por cerca de 17 milhões de euros, sendo aproximadamente 7 milhões destinados à DIS. Posteriormente, o clube espanhol informou que o custo total teria sido de 57 milhões de euros, com parte do valor paga a uma empresa ligada ao pai de Neymar.
Investigações apontaram que a transação poderia ter ultrapassado 80 milhões de euros. Segundo a DIS, a empresa teria deixado de receber mais de 30 milhões de euros.
Durante o processo, o Ministério Público espanhol chegou a pedir pena de prisão e multa contra o jogador. A defesa, por sua vez, sustentou que não houve irregularidade e argumentou que o crime de corrupção entre particulares não se aplicaria ao caso.
Absolvição
Segundo o tribunal, os fatos analisados não comprovaram a existência de fraude nem de corrupção na negociação.
A corte entendeu que não houve intenção de prejudicar a DIS no momento da assinatura dos contratos, apesar das alegações de que os valores teriam sido estruturados para reduzir a participação da empresa.
Os magistrados afirmaram ainda que não houve irregularidade nas tratativas comerciais envolvendo o jogador, seus representantes e o Barcelona.
De acordo com a decisão, a contratação foi resultado de uma decisão esportiva do clube, que optou por antecipar a chegada de Neymar e pagar valores para garantir o acordo, mesmo tendo a possibilidade de contratá-lo gratuitamente ao fim do vínculo com o Santos.









