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Concessionária anuncia fim do 'naming rights' do BRB no Mané Garrincha

Marca do banco será retirada gradualmente do estádio em Brasília a partir de abril de 2026, sem impacto nas atividades

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Estádio Mané Garrincha: Supercopa Rei 2026 entre Flamengo e Corinthians será no dia 1º de fevereiro | Ana Volpe/Agência Senado
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A concessionária Arena BSB, responsável pela administração do estádio Estádio Mané Garrincha, em Brasília, anunciou nesta quarta-feira (22) o fim do uso da marca do Banco de Brasília (BRB) como 'naming rights' do complexo esportivo.

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O anúncio ocorre em meio à crise enfrentada pelo banco, após denúncias de envolvimento no caso relacionado ao Banco Master.

Segundo comunicado divulgado nas redes sociais, o encerramento do contrato entra em vigor a partir de 23 de abril de 2026. A partir dessa data, a marca BRB deixará de ser utilizada nos equipamentos administrados pela concessionária.

De acordo com a Arena BSB, a retirada da identidade visual será feita de forma gradual. O processo inclui a remoção de placas, sinalizações e demais elementos ligados à marca, em um cronograma planejado entre as partes.

Crise após caso Master

O Banco de Brasília, controlado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), entrou em crise após adquirir cerca de R$ 12,2 bilhões em ativos considerados problemáticos do Banco Master.

A instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central do Brasil em 18 de novembro de 2025, mesma data da primeira fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes bilionárias no sistema financeiro.

O BRB havia tentado comprar o Master dois meses antes, em setembro, operação que foi negada pela autarquia.

Nesta quarta-feira (22), o banco realizou uma assembleia de acionistas para votar a ampliação do capital social em até R$ 8,8 bilhões.

Atualmente, o capital social do BRB é estimado em R$ 2,344 bilhões, com limite de ações estipulado em 720 milhões. Em caso de aprovação, esse limite poderá ser elevado para até 2,5 bilhões de ações.

A emissão poderá variar entre R$ 529 milhões e R$ 8,86 bilhões. Segundo a administração, o aumento de capital tem como objetivo fortalecer a base financeira do banco, considerando a recente ampliação de seus ativos ponderados pelo risco (RWA).

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