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EUA trocam secretário da Marinha em meio a bloqueio de portos no Irã

Pentágono anunciou demissão de John Phelan com "efeito imediato"; troca é mais uma entre várias em curso nas Forças Armadas desde o início da guerra

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John Phelan estava no cargo desde o início do governo Trump, em 2024 | Divulgação/Departamento de Defesa dos EUA

O governo dos Estados Unidos comunicou nesta quarta-feira (22) uma troca repentina no comando do Departamento da Marinha no momento em que executa um bloqueio naval a portos do Irã. O anúncio da saída de John Phelan “com efeito imediato” foi feito pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em publicação no X.

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“Em nome do secretário da Guerra e do subsecretário da Guerra, agradecemos ao Phelan por seus serviços prestados ao Departamento e à Marinha dos Estados Unidos", informou Parnell. O cargo será ocupado por Hung Cao, atual subsecretário da pasta.

Na administração Trump, o Departamento de Defesa – o nome formal do Pentágono – passou a ser chamado de “Departamento da Guerra”.

O cargo representa a principal função civil dentro da Marinha dos EUA. Dentre as suas atribuições estão a de administrar e supervisionar os marinheiros e o Corpo de Fuzileiros Navais e tratar da gestão, política e orçamento envolvendo a força militar. Decisões estratégicas sobre operações, contudo, são tomadas pelos oficiais, com a anuência do Pentágono.

Conforme a Associated Press, a saída ocorre apenas um dia depois de Phelan discursar na principal conferência anual da Marinha, em Washington, D.C. O agora ex-secretário não tinha servido nas Forças Armadas e nem ocupado cargos de liderança civil antes de ser nomeado. Ele é fundador de uma empresa de investimentos privados e foi um dos principais doadores da campanha de Donald Trump.

Já o novo secretário, que tem ascendência vietnamita, é veterano da Marinha e concorreu a senador em 2024 na Virgínia, sendo derrotado pelo democrata Tim Kaine.

No início do mês, o Pentágono já havia demitido o general Randy George, chefe do Estado-Maior do Exército, em um movimento que marcou a saída mais relevante de várias que tem acontecido nas Forças Armadas dos Estados Unidos desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro.

Bloqueio de portos

Os EUA tem executado desde 13 de abril um bloqueio estratégico a portos na costa do Irã em retaliação pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Na terça (21), pouco antes do fim do prazo de duas semanas de trégua no conflito, Trump anunciou a extensão do cessar-fogo indefinidamente até que o Irã apresente uma proposta unificada. Porém, manteve também o bloqueio à passagem de embarcações – a estimativa é que ao menos 29 tenham dado meia-volta desde o início do cerco.

A estratégia é pressionar o país persa com escassez de recursos para forçar uma negociação para encerrar o programa nuclear iraniano e, com isso, dar fim à guerra.

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