Empresas se mobilizam após incêndio em garagem de ônibus em BH
Viação Anchieta teve 27 ônibus destruídos; sistema de transporte pode contar com frota reserva e apoio de outras empresas

Incêndio destrói 27 ônibus em garagem de Belo Horizonte | Reprodução
Depois que um incêndio atingiu a garagem da Viação Anchieta, em Belo Horizonte (MG), e destruiu 27 ônibus da frota na tarde deste domingo (7), o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) afirmou que medidas estão sendo tomadas para garantir que o sistema de transporte coletivo da capital mineira não seja afetado.
Segundo o Setra, a Viação possui frota reserva e, caso esta não seja suficiente para suprir a demanda, outras empresas disponibilizarão seus veículos a fim de minimizar os impactos para os usuários.
“As outras empresas integrantes do sistema de transporte coletivo de Belo Horizonte já mobilizaram suas estruturas operacionais e frotas para garantir a continuidade do atendimento à população. As ações emergenciais adotadas têm o objetivo de assegurar que eventuais indisponibilidades decorrentes do incidente sejam prontamente absorvidas pelo sistema, minimizando os impactos aos usuários”, diz a nota.
O sindicato também manifestou solidariedade à Viação Anchieta e afirmou estar empenhado em manter a regularidade da prestação do serviço na capital: “O SetraBH manifesta sua solidariedade à empresa associada atingida pelo grave incêndio ocorrido na madrugada desta data, bem como a todos os seus colaboradores e profissionais que atuaram no enfrentamento da ocorrência”.
O que se sabe sobre o incêndio
Informações iniciais apontam que o incêndio começou em um lote vago e passou para a garagem de ônibus. Ao menos cinco viaturas do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para combater as chamas.
De acordo com os militares, aproximadamente 27 ônibus foram queimados. Não há registro de vítimas. Três funcionários - um segurança, um mecânico e um eletricista - estavam na garagem quando o incêndio começou.
A intensa fumaça pôde ser vista de diversos pontos da cidade, gerando preocupação entre motoristas e moradores que passavam pela região.
O tenente-coronel Marcos Viana, do Corpo de Bombeiros, explica que o incêndio na garagem de ônibus exigiu atuação coordenada das equipes diante da intensidade das chamas e do risco de explosões, especialmente pela presença de um posto de combustível no local.
"Uma equipe ficou por conta de fazer o combate, outra ficou na rua de baixo evitando que o incêndio se propagasse, uma atuou em outro ponto e outra ficou por conta desse posto, para que não houvesse nenhum risco de explosão”, disse Viana.














