Saúde

Bebê morre após infecção por superbactéria em Porto Alegre; UTI é interditada

Recém-nascido infectado pela Acinetobacter baumannii era prematuro extremo e veio ao mundo em um parto considerado de alto risco

Um bebê morreu em Porto Alegre após ser infectado pela superbactéria Acinetobacter baumannii, conhecida pela alta resistência a antibióticos. O recém-nascido estava internado na UTI neonatal do Hospital Fêmina, unidade federal, que foi interditada temporariamente após o caso.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

O bebê era prematuro extremo e nasceu com apenas 26 semanas, em um parto considerado de alto risco. Ele recebia cuidados intensivos na UTI neonatal, mas não teve a causa da morte oficialmente divulgada pelo hospital.

De acordo com especialistas, a bactéria Acinetobacter baumannii é uma das mais perigosas do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela está associada principalmente a infecções hospitalares e se destaca pela resistência à maioria dos antibióticos disponíveis, o que dificulta o tratamento.

O infectologista Alessandro Pasqualotto explica que a bactéria costuma estar presente em ambientes hospitalares, especialmente em superfícies úmidas, como pias, equipamentos e áreas próximas a leitos. Segundo ele, o risco aumenta em pacientes mais vulneráveis, como prematuros ou pessoas submetidas a procedimentos invasivos.

Ao todo, 34 bebês estavam internados na unidade. Desses, quatro testaram positivo para a superbactéria.

Após a confirmação da morte de um dos recém-nascidos, a UTI foi fechada temporariamente como medida de prevenção para evitar novos casos de infecção.

Os outros três bebês infectados estão com quadro de saúde estável. Eles permanecem isolados e são acompanhados por equipes médicas exclusivas.

Enquanto isso, gestantes de alto risco estão sendo encaminhadas para outros hospitais da capital gaúcha.

Como evitar infecções hospitalares?

Especialistas destacam que o controle de infecções hospitalares depende de medidas rigorosas, como uso racional de antibióticos; redução de procedimentos invasivos desnecessários; reforço nas equipes de controle de infecção; e higienização constante de ambientes e equipamentos.

Segundo Pasqualotto, investir nessas estratégias é essencial para reduzir a disseminação de bactérias resistentes dentro de hospitais.

Assuntos relacionados

Bactéria
infecção
Porto Alegre

Últimas Notícias