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Megatempestade de inverno ameaça 180 milhões de pessoas nos EUA e pode causar apagões por dias

Neve intensa, gelo e frio extremo se espalham por diferentes regiões; autoridades alertam para impactos prolongados em transporte, energia e serviços essenciais

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Polícia de Tulsa (Oklahoma, EUA) ajuda motoristas presos na neve | Reuters
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Uma megatempestade de inverno, considerada rara pela sua extensão e duração, avança pelos Estados Unidos e já afeta milhões de pessoas com neve intensa, gelo, frio extremo e apagões. O fenômeno provocou emergências em ao menos 21 estados, paralisou o transporte aéreo, deixou motoristas presos em estradas e elevou o risco de interrupções prolongadas no fornecimento de energia em diversas regiões do país.

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Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, a megatempestade ameaça cerca de 180 milhões de pessoas e deve provocar impactos severos e duradouros em grande parte do país. O sistema avança com neve pesada, chuva congelante e acúmulo significativo de gelo, além de temperaturas muito baixas, com efeitos previstos pelo menos até a próxima semana.

Meteorologistas consultados pela Reuters afirmam que a tempestade atinge uma faixa extensa que vai das Montanhas Rochosas do Sul e das Planícies até o Atlântico Médio e o Nordeste, criando um cenário considerado raro pela amplitude e pela duração. Em algumas regiões, o volume de neve pode ultrapassar 30 centímetros, enquanto áreas ao sul do eixo principal de neve enfrentam acúmulos de gelo superiores a 1,2 centímetro, capazes de derrubar árvores, romper redes elétricas e tornar estradas praticamente intransitáveis.

Voos cancelados e rodovias bloqueadas

O impacto já é sentido na rotina das cidades. Milhares de voos foram cancelados em todo o país, rodovias foram bloqueadas e motoristas ficaram presos em vias cobertas por gelo e neve, especialmente em estados como Oklahoma, Tennessee e Texas. Autoridades alertam que a normalização do transporte aéreo pode levar vários dias ou até mais de uma semana, devido ao efeito cascata de cancelamentos.

Outro ponto crítico é o risco de apagões prolongados. O Serviço Nacional de Meteorologia destaca que o gelo acumulado sobre linhas de transmissão, combinado a ventos e frio intenso, pode deixar milhões de residências sem energia por dias. Com a chegada de uma nova massa de ar polar após a passagem da tempestade, as temperaturas devem permanecer abaixo de zero por longos períodos, dificultando reparos e aumentando o risco à população que ficar sem aquecimento.

Diante da gravidade do cenário, 21 estados decretaram emergência. O presidente Donald Trump classificou o evento como “histórico” e autorizou declarações federais de desastre em diversos estados, permitindo a liberação de recursos emergenciais para resposta e assistência às áreas mais afetadas.

Autoridades de saúde alertam para 'riscos adicionais'

Além dos danos imediatos à infraestrutura, autoridades de saúde alertam para riscos adicionais nos dias seguintes à tempestade. Quedas em calçadas congeladas, acidentes domésticos, hipotermia e até aumento de infartos costumam ser registrados após grandes eventos de frio extremo, especialmente durante esforços de limpeza da neve.

O Serviço Nacional de Meteorologia recomenda que moradores evitem deslocamentos não essenciais, acompanhem os alertas locais e mantenham estoques básicos de água, alimentos e medicamentos, além de buscar locais aquecidos sempre que houver interrupção no fornecimento de energia.

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