Política

No Chile, Flávio Bolsonaro critica Lula por desistir de ir à posse de Kast: "É a cara dele"

Senador provocou adversário e disse honrado por receber convite para a posse do líder de direita

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante entrevista a jornalistas no Chile | Reprodução/YouTube

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou sua presença no Chile para provocar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu provável adversário nas eleições de outubro, por desistir de ir à posse do presidente chileno José Antonio Kast. A presença de Flávio foi um dos motivos do recuo, segundo apurou o SBT News. O Brasil está sendo representado pelo chanceler Mauro Vieira.

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Para Flávio, Lula "pensa pequeno" e tem dificuldades em conviver com líderes de espectros ideológicos diferentes. Ele avaliou que, ao colocar restrições particulares acima de interesses de Estado, o presidente mostrou que tem "ódio guardado no coração".

“Eu acho que qualquer chefe de nação deveria prestigiar a posse do presidente do Chile, um país que tem um acordo bilateral de comércio com o Brasil. Tem que pensar sempre no povo brasileiro em primeiro lugar", afirmou o senador, que mencionou o acesso do escoamento brasileiro ao Pacífico como uma das metas da relação que quer construir com Santiago.

A solenidade será realizada nesta quarta-feira (11) em Valparaíso e deve reunir diversos chefes de Estado e autoridades da região. Entre os convidados estão os presidentes Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai), Daniel Noboa (Equador) e Yamandú Orsi (Uruguai).

Flávio se disse honrado por ter sido convidado para o evento no final de fevereiro. Kast venceu as eleições em novembro e foi eleito presidente com cerca de 60% dos votos contra Jeannette Jara, do Partido Comunista, e assegurou o retorno da direita ao Palácio de La Moneda.

O chileno encontrou Lula durante um fórum econômico realizado no Panamá, no fim de janeiro. Mesmo rivais no campo ideológico, Kast frisou na ocasião que a relação entre Brasil e Chile superava divergências entre esquerda e a direita e deveria priorizar o avanço comum da América Latina.

A postura deixou o governo brasileiro com a expectativa, ainda que cautelosa, de que a relação com Kast seja guiada pelo pragmatismo diplomático, apesar do perfil mais à direita.

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