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Maduro 'não quer se meter com os EUA', diz Trump em meio ao aumento da tensão com a Venezuela

Declaração veio após o presidente dos EUA ser questionado por repórter se líder venezuelano havia oferecido 'tudo' para aliviar a crise

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SBT News, com informações da Reuters
17/10/2025, 21:46 • Atualizado em 17/10/2025, 21:59
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concede entrevista coletiva na Casa Branca | Foto: Reuters - 17.10.2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concede entrevista coletiva na Casa Branca | Foto: Reuters - 17.10.2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (17) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, "não quer se meter com os Estados Unidos", em meio ao aumento das tensões entre os dois países. Ele usou a expressão "fuck around", considerada de baixo calão.

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A declaração veio em meio a uma entrevista coletiva, na Casa Branca, em que Trump foi perguntado por um repórter se confirmava relatos de que Maduro haveria oferecido "tudo" em seu país, inclusive recursos naturais, para aliviar as tensões entre os dois países.

Neste mês, o jornal The New York Times revelou que Maduro ofereceu a Trump petróleo e minerais venezuelanos para tentar reverter a crise, oferta que teria sido rejeitada.

"Ele ofereceu tudo; você tem razão. Sabe por quê? Porque ele não quer se meter com os Estados Unidos", disse Trump.

Nesta semana, os EUA autorizaram a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) a conduzir ações secretas na Venezuela e enviaram navios e aviões de guerra ao Caribe, sob o argumento de que conduzia uma operação antidrogas em águas caribenhas.

Em resposta, a Venezuela posicionou tropas perto de sua costa caribenha e decidiu colocar as armas "nas mãos do povo" para enfrentar uma eventual incursão dos EUA no país.

Desde o início de setembro, os EUA realizaram uma série de ataques contra embarcações na costa venezuelana, resultando em ao menos 27 mortes. Trump argumenta que o país está envolvido em uma guerra contra grupos narcoterroristas da Venezuela, o que tornaria os ataques legítimos.

A Venezuela classifica as ofensivas como "execuções extrajudiciais" e uma "sentença de morte" em alto-mar. Segundo Caracas, os EUA buscam "fabricar um conflito" para justificar uma invasão e destituir o atual governo.

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