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Juiz prorroga acesso de emissoras à Casa Branca após disputa

Decisão mantém presença temporária de jornalistas da CNN, MS NOW e Politico; juiz diz que tentativa de Trump de barrar veículos é discriminação

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Conversa com  jornalistas de várias emissoras globais, entre elas, o SBT, na Casa Branca. | Patrícia Vasconcellos

Conversa com jornalistas de várias emissoras globais, entre elas, o SBT, na Casa Branca. | Patrícia Vasconcellos

Um juiz federal prorrogou o acesso à Casa Branca para jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico, decidindo na terça-feira (13) que o presidente Donald Trump provavelmente infringiu a lei ao tentar proibir o acesso deles. Essa é a mais recente decisão contra Trump na disputa sobre a liberdade de imprensa.

O juiz Timothy Kelly emitiu uma decisão por escrito que detalhou sua ordem de emergência, de 24 de setembro, que restabeleceu temporariamente o acesso dos jornalistas. As organizações de notícias e grupos de defesa da liberdade de imprensa acusaram Trump de retaliação inconstitucional contra jornalistas por causa de reportagens de que ele não gosta.

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Na nova decisão, ele proferiu uma liminar que permanecerá em vigor até que haja uma sentença definitiva no processo movido pelas organizações de notícias, a menos que um tribunal de apelação revogue sua liminar.

Kelly escreveu que as declarações públicas de Trump deixaram claro que ele baniu os veículos de comunicação porque considerava suas reportagens tendenciosas e imprecisas, e não por causa de preocupações com a segurança nacional, como os advogados do governo alegaram posteriormente no tribunal.

“Em termos simples, trata-se de discriminação ilegal com base em pontos de vista”, escreveu o juiz, acrescentando que “ninguém deve interpretar esta decisão como uma sugestão de que as reclamações do presidente Trump sejam infundadas”.

Trump nomeou Kelly em 2017, durante seu primeiro mandato. Presidentes anteriores já travaram disputas com a imprensa, mas a campanha de Trump contra a mídia não tem precedentes.

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