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Justiça condena 4 réus a 15 anos por estupro coletivo no Rio

Sentença da Justiça do Rio fixa pena em regime fechado para cada acusado; defesa de um dos réus questiona vazamento da decisão

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Caroline Vale, com informações do SBT Rio
Da esq. p/ dir: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Matheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho | Fotos: Cedidas ao SBT - 02.03.2026

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A Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, na Zona Sul da capital, em janeiro deste ano. Os quatro réus foram condenados a 15 anos de reclusão, em regime fechado.

Os condenados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente (VECA), do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

Na sentença, o juiz considerou que a participação de cinco pessoas, os quatro adultos e um adolescente, aumentou a capacidade de intimidação e constrangimento da vítima, além de reduzir as possibilidades de resistência e defesa.

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Os réus também foram condenados ao pagamento de indenização mínima equivalente a 40 salários mínimos pelos danos morais sofridos pela vítima. O valor deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros legais, conforme estabelecido na decisão.

Os quatro condenados já estavam presos preventivamente. A sentença determina que eles permaneçam na prisão enquanto houver eventual recurso. O magistrado justificou a medida pela gravidade concreta das condutas e pela necessidade de garantir a aplicação da lei penal e a ordem pública.

Caso ocorreu em janeiro

O caso ocorreu em 31 de janeiro de 2026, quando a adolescente recebeu uma mensagem de um colega com quem já havia mantido um relacionamento, convidando-a para ir ao apartamento de um amigo.

Segundo o relato apresentado no processo, a jovem foi levada a um quarto, onde ficou trancada com cinco pessoas, incluindo o adolescente apontado como ex-namorado. De acordo com a investigação, os envolvidos insistiram para que ela mantivesse relações sexuais e, diante da recusa, cometeram violências físicas e sexuais. Exames do Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram lesões na vítima.

Durante o processo, os quatro réus negaram a prática de estupro, embora tenham confirmado que mantiveram relações sexuais com a adolescente. Segundo a versão apresentada por eles, as relações ocorreram com o consentimento da jovem.

Em abril, a Justiça determinou a internação do adolescente envolvido no caso por pelo menos seis meses, em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). O prazo terminaria nos próximos dias, mas não há informações sobre a data em que ele deixaria o local.

Defesa questiona vazamento da sentença

Em nota ao jornalismo do SBT nesta quarta-feira (14), o advogado Ângelo Máximo, que representa Vitor Hugo Oliveira Simonin, criticou o vazamento de informações do processo que tramita sob segredo de Justiça.

Segundo o defensor, a sentença foi divulgada antes de a defesa ser comunicada oficialmente pelos meios processuais. Ele afirmou que já havia apresentado reclamações ao juízo sobre vazamentos anteriores, incluindo a divulgação de vídeos, áudios e trechos dos interrogatórios dos acusados.

O advogado pediu que o magistrado responsável pelo caso ou o tribunal determine uma apuração rigorosa para identificar a origem da divulgação e adotar as providências cabíveis. A nota também afirma que a defesa não fará comentários específicos sobre o mérito da decisão neste momento, em razão do segredo de Justiça. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui

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