Cidades

Caso Gisele: Justiça mantém prisão preventiva de tenente

Justiça analisou pedido de revogação da prisão e decidiu manter o tenente-coronel detido no Presídio Romão Gomes

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Gabriel Durvalino
Caso Gisele: Justiça mantém prisão preventiva de tenente

A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, Gisele Alves Santana, em fevereiro deste ano. A decisão foi tomada na última terça-feira (13). A informação foi divulgada pelo advogado Miguel da Silva Jr., que representa a família da policial militar Gisele Santana.

Segundo a defesa da vítima, o Ministério Público de São Paulo contestou o pedido de revogação da prisão preventiva e se manifestou pela continuidade da detenção. Geraldo Neto está preso no Presídio Romão Gomes desde 18 de março.

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O tenente-coronel é acusado de matar Gisele com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal vivia, no Brás, região central de São Paulo.

Relembre o caso

Gisele Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento onde vivia com Geraldo Neto.

Inicialmente, o tenente-coronel afirmou que a esposa havia cometido suicídio enquanto ele tomava banho. A investigação, no entanto, passou a contestar essa versão.

Entre os elementos citados pelos investigadores estão vestígios de sangue considerados incompatíveis com o relato apresentado pelo policial e sinais de tentativa de ocultação de provas. Laudos periciais também apontaram indícios de que Geraldo teria matado a companheira e alterado a cena do crime.

Após denúncia do Ministério Público, a Justiça aceitou a acusação e tornou Geraldo Leite réu em 18 de julho.

Ele responde por feminicídio qualificado, em contexto de violência doméstica, com agravantes de motivo torpe e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

O tenente-coronel também responde por fraude processual pela suposta alteração da cena do crime.

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