Caso Gisele: interrogatório de tenente-coronel é adiado
Depoimento de Geraldo Leite Rosa estava marcado para 8 de setembro e foi remarcado para 5 de outubro a pedido da defesa
Marcos Rosendo, Agência SBT, SBT News
Tenente-coronel e soldado Gisele | Reprodução
O depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa, acusado de matar a policial militar Gisele Alves Santana, foi adiado mais uma vez. A informação foi confirmada pela defesa do oficial. A oitiva estava marcado para 8 de setembro e foi remarcada para 5 de outubro, um dia depois do primeiro turno das eleições.
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A defesa de Geraldo Leite Rosa entrou com um pedido na Justiça para adiar o interrogatório. Segundo os advogados, o Instituto de Criminalística não anexou, aos autos do processo, gravações e vídeos que integram o laudo pericial que aponta que Gisele não cometeu suicídio.
A Justiça deferiu o pedido da defesa “para garantir ao réu o mais pleno exercício de seu direito de defesa, inclusive a fim de que não haja eventual alegação futura de seu cerceamento”.
Segundo o advogado José Miguel da Silva Júnior, que representa a família de Gisele, a defesa de Geraldo Leite Rosa estaria usando o argumento do contraditório para adiar o interrogatório.
Na avaliação do advogado, a estratégia poderia fazer com que o caso caia no esquecimento, o que, em tese, poderia favorecer o acusado.
Geraldo Leite Rosa está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde março.
Segundo o documento, a análise dos padrões de manchas de sangue e de outros elementos identificados no apartamento contradiz a hipótese de que Gisele tenha tirado a própria vida.
Os investigadores também apontaram indícios de manipulação da cena do crime, como vestígios de sangue incompatíveis com a hipótese de suicídio e sinais de tentativa de ocultação de provas.
Acusação do Ministério Público
Após denúncia do Ministério Público, a Justiça aceitou a acusação e tornou Geraldo Leite réu em 18 de julho.
Ele responde por feminicídio qualificado, cometido em contexto de violência doméstica, com agravantes de motivo torpe e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
O tenente-coronel também responde por fraude processual, por suposta tentativa de alterar a cena do crime.
Geraldo Leite está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.
Caso Gisele: interrogatório de tenente-coronel é adiadoDepoimento de Geraldo Leite Rosa estava marcado para 8 de setembro e foi remarcado para 5 de outubro a pedido da defesaBrasil2026-09-04T22:26:47.817ZO depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa, acusado de matar a policial militar Gisele Alves Santana, foi adiado mais uma vez. A informação foi confirmada pela defesa do oficial. A oitiva estava marcado para 8 de setembro e foi remarcada para 5 de outubro, um dia depois do primeiro turno das eleições. A defesa de Geraldo Leite Rosa entrou com um pedido na Justiça para adiar o interrogatório. Segundo os advogados, o Instituto de Criminalística não anexou, aos autos do processo, gravações e vídeos que integram o laudo pericial que aponta que Gisele não cometeu suicídio. A Justiça deferiu o pedido da defesa “para garantir ao réu o mais pleno exercício de seu direito de defesa, inclusive a fim de que não haja eventual alegação futura de seu cerceamento”. Segundo o advogado José Miguel da Silva Júnior, que representa a família de Gisele, a defesa de Geraldo Leite Rosa estaria usando o argumento do contraditório para adiar o interrogatório. Na avaliação do advogado, a estratégia poderia fazer com que o caso caia no esquecimento, o que, em tese, poderia favorecer o acusado. Geraldo Leite Rosa está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde março. O entre a versão apresentada inicialmente e os vestígios encontrados na cena do crime. Segundo o documento, a análise dos padrões de manchas de sangue e de outros elementos identificados no apartamento contradiz a hipótese de que Gisele tenha tirado a própria vida. Relembre o caso no apartamento onde vivia, no bairro do Brás, na região central de São Paulo, em 18 de fevereiro de 2026. O principal suspeito é Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Inicialmente, enquanto ele tomava banho. A investigação da Polícia Civil e os laudos periciais, porém, contestaram essa versão. Os investigadores também apontaram indícios de manipulação da cena do crime, como vestígios de sangue incompatíveis com a hipótese de suicídio e sinais de tentativa de ocultação de provas. Acusação do Ministério Público Após denúncia do Ministério Público, a Justiça aceitou a acusação e tornou Geraldo Leite Ele responde por feminicídio qualificado, cometido em contexto de violência doméstica, com agravantes de motivo torpe e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima. O tenente-coronel também responde por fraude processual, por suposta tentativa de alterar a cena do crime. Geraldo Leite está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/caso-gisele-interrogatorio-de-tenente-coronel-e-adiado
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