Esposa de PM é achada morta e família contesta suicídio
Larissa Morata foi encontrada com tiro na cabeça e arma do marido sob o corpo; caso foi registrado como morte suspeita
F
Emanuelle Menezes, Fátima Souza
A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, encontrada com um tiro na cabeça dentro da casa onde morava com o marido, um policial militar, em Embu das Artes, na Região Metropolitana. O caso foi registrado como morte suspeita, e a família da vítima contesta a versão de suicídio apresentada pelo PM.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Segundo o boletim de ocorrência, Larissa foi encontrada caída no banheiro da suíte da residência, no bairro Chácaras Bartira, por volta das 11h de domingo (6). Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou a morte no local.
A arma localizada com a vítima pertence ao marido de Larissa, o soldado Vinicius Costa Silva. No banheiro também foram encontrados um coldre, carregador, munições e um estojo de munição deflagrado.
Em depoimento, Vinicius afirmou que chegou em casa por volta das 6h e conversou com Larissa sobre o fim do relacionamento. Segundo a versão apresentada pelo soldado, depois da discussão ele foi dormir e acordou ao ouvir o disparo.
O policial relatou que encontrou a mulher ferida no banheiro e chamou o socorro. A arma utilizada seria de propriedade particular dele e, segundo depoimento, ficava em uma cômoda no quarto do casal.
O PM permaneceu cerca de duas horas na delegacia e deixou o local sem falar com a imprensa. A polícia investiga tanto a possibilidade de suicídio quanto com a eventual participação de outra pessoa.
Larissa da Cruz Morata tinha 29 anos | Reprodução
Família de Larissa não acredita em suicídio
Familiares contestam a versão de que Larissa tenha tirado a própria vida. A avó, responsável pela criação da jovem e a quem ela chamava de mãe, afirmou que Larissa tinha planos para o futuro e era muito ligada ao filho.
"Ela tinha um projeto de vida. Ela não tinha nada de plano de se matar, não. Ela tinha vida. Ela gostava de academia e amava demais o menino dela para fazer uma besteira dessa. Ela não fez isso", declarou.
Pouco antes da morte, Larissa também entrou em contato com a avó. Às 9h14, segundo a família, enviou uma mensagem dizendo: "Vinícius se separou de mim".
As duas voltaram a conversar por telefone às 9h47. A avó contou que se ofereceu para ir até a residência e ficar com Larissa, mas ouviu da neta que não seria necessário porque o marido e a cunhada estavam no imóvel.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que a Polícia Civil investiga todas as circunstâncias da morte e que os exames periciais deverão auxiliar no esclarecimento dos fatos.
Caso lembra investigação da morte da soldado Gisele
A apuração ocorre meses depois de outro caso envolvendo a morte a tiros da esposa de um policial militar em São Paulo.
Os investigadores também encontraram indícios de manipulação da cena, incluindo vestígios de sangue considerados incompatíveis com a versão de suicídio e sinais de tentativa de ocultação de provas.
Esposa de PM é achada morta e família contesta suicídioLarissa Morata foi encontrada com tiro na cabeça e arma do marido sob o corpo; caso foi registrado como morte suspeitaBrasil2026-09-07T15:10:18.531ZA Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, encontrada com um tiro na cabeça dentro da casa onde morava com o marido, um policial militar, em Embu das Artes, na Região Metropolitana. O caso foi registrado como morte suspeita, e a família da vítima contesta a versão de suicídio apresentada pelo PM. Segundo o boletim de ocorrência, Larissa foi encontrada caída no banheiro da suíte da residência, no bairro Chácaras Bartira, por volta das 11h de domingo (6). Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou a morte no local. A arma localizada com a vítima pertence ao marido de Larissa, o soldado Vinicius Costa Silva. No banheiro também foram encontrados um coldre, carregador, munições e um estojo de munição deflagrado. Em depoimento, Vinicius afirmou que chegou em casa por volta das 6h e conversou com Larissa sobre o fim do relacionamento. Segundo a versão apresentada pelo soldado, depois da discussão ele foi dormir e acordou ao ouvir o disparo. O policial relatou que encontrou a mulher ferida no banheiro e chamou o socorro. A arma utilizada seria de propriedade particular dele e, segundo depoimento, ficava em uma cômoda no quarto do casal. O PM permaneceu cerca de duas horas na delegacia e deixou o local sem falar com a imprensa. A polícia investiga tanto a possibilidade de suicídio quanto com a eventual participação de outra pessoa. Família de Larissa não acredita em suicídio Familiares contestam a versão de que Larissa tenha tirado a própria vida. A avó, responsável pela criação da jovem e a quem ela chamava de mãe, afirmou que Larissa tinha planos para o futuro e era muito ligada ao filho. "Ela tinha um projeto de vida. Ela não tinha nada de plano de se matar, não. Ela tinha vida. Ela gostava de academia e amava demais o menino dela para fazer uma besteira dessa. Ela não fez isso", declarou. Pouco antes da morte, Larissa também entrou em contato com a avó. Às 9h14, segundo a família, enviou uma mensagem dizendo: "Vinícius se separou de mim". As duas voltaram a conversar por telefone às 9h47. A avó contou que se ofereceu para ir até a residência e ficar com Larissa, mas ouviu da neta que não seria necessário porque o marido e a cunhada estavam no imóvel. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que a Polícia Civil investiga todas as circunstâncias da morte e que os exames periciais deverão auxiliar no esclarecimento dos fatos. Caso lembra investigação da morte da soldado Gisele A apuração ocorre meses depois de outro caso envolvendo a morte a tiros da esposa de um policial militar em São Paulo. Em fevereiro, a . O marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, afirmou inicialmente que a policial havia cometido suicídio enquanto ele tomava banho. A , no entanto, contestaram essa versão. Documentos obtidos pelo SBT News à época indicaram que a perícia concluiu que . Os investigadores também encontraram indícios de manipulação da cena, incluindo vestígios de sangue considerados incompatíveis com a versão de suicídio e sinais de tentativa de ocultação de provas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/esposa-de-pm-e-achada-morta-e-familia-contesta-suicidio
Principal suspeito do crime é o marido de Gassi Paola de Souza Mazia; caso foi descoberto depois que vizinhos ouviram o choro do filho deles, de 8 meses
Sem citar temas eleitorais, Lula defendeu a soberania nacional, o livre comércio e o uso de riquezas naturais para gerar desenvolvimento e empregos no Brasil