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Israel rejeita retomar entrada de ajuda humanitária em Gaza

País afirmou que objetivo é pressionar o Hamas a libertar reféns; governo também disse que tropas permanecerão no enclave por tempo indefinido

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Camila Stucaluc
16/04/2025, 10:33 • Atualizado em 16/04/2025, 10:37
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Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz | Reprodução

Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz | Reprodução

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, rejeitou retomar a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza suspensa desde o início de março. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (16), o político afirmou que o objetivo é continuar pressionando o Hamas para libertar os reféns capturados em outubro de 2023.

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“A política de Israel é clara e nenhuma ajuda humanitária está prestes a entrar em Gaza. Impedir que a ajuda humanitária entre em Gaza é uma das principais ferramentas de pressão que impede o Hamas de usar essa medida contra a população. Na realidade atual, ninguém está preparado para levar ajuda humanitária a Gaza”, escreveu Katz.

Segundo o ministro, a medida faz parte do “esboço” para derrotar o Hamas, desenvolvido pelo enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff. Além da suspensão de ajuda humanitária, o plano estipula continuar com os ataques contra infraestruturas terroristas, bem como evacuar palestinos das zonas de combate e promover ações de realocação voluntária.

Katz afirmou ainda que o exército israelense permanecerá por tempo indefinido nas chamadas zonas de segurança em Gaza. O mesmo foi determinado para as tropas atuantes na Líbia, onde os militares lutam contra o grupo Hezbollah – aliado do Hamas –, e na Síria, onde as Forças de Defesa se instalaram na zona tampão nas Colinas de Golã após a queda do regime de Bashar al-Assad.

Israel retomou a ofensiva militar em Gaza em 18 de março, quando encerrou um cessar-fogo que durou quase dois meses. Ao justificar as ações, Israel culpou o Hamas por rejeitar uma nova proposta dos Estados Unidos para estender a primeira fase da trégua – visando a libertação de mais reféns –, enquanto o Hamas acusou Israel de abandonar o acordo original, firmado em janeiro.

Desde então, as hostilidades não pararam em Gaza. Ao mesmo tempo, a suspensão da entrada de ajuda humanitária, que inclui alimentos, medicamentos e combustível, provocou a pior crise no enclave palestino desde o início da guerra, em outubro de 2023. Para o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, os “portões do horror foram reabertos” em Gaza.

“Como potência ocupante, Israel tem obrigações inequívocas perante o direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos. No entanto, nenhum suprimento humanitário pode entrar em Gaza. Enquanto isso, nos pontos de travessia, alimentos, remédios e suprimentos de abrigo estão se acumulando”, disse o diplomata.

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