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Israel bombardeia Teerã e Irã responde com mísseis contra Tel Aviv

Troca de bombardeios ocorre um dia após Donald Trump afirmar que negociações com Teerã foram “boas e produtivas”

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Prédio residencial em área nobre de Teerã após bombardeio dos EUA e Israel | Reprodução/Reuters
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A troca de bombardeios entre Estados Unidos, Israel e Irã se intensificou nesta terça-feira (24), um dia depois de Donald Trump afirmar que Washington e Teerã tiveram conversas “muito boas e produtivas” com o objetivo de interromper o conflito no Oriente Médio. Apesar da declaração, o cenário aponta para uma escalada significativa das hostilidades.

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Em Teerã, um prédio residencial em um bairro nobre ao norte da capital iraniana foi reduzido a escombros após ataques conduzidos por forças norte-americanas e israelenses. A segurança foi reforçada em toda a área, e outro edifício também sofreu danos, embora não esteja claro se o impacto foi direto ou causado por destroços de interceptações.

No Líbano, um ataque israelense na cidade de Bchamoun deixou três mortos, incluindo uma criança, e causou destruição significativa em prédios residenciais. O país foi arrastado para o conflito em 2 de março, quando o Hezbollah lançou mísseis contra Israel. Desde então, forças israelenses intensificaram bombardeios ao sul do rio Litani, área considerada reduto do grupo.

A Guarda Revolucionária Islâmica também elevou o tom, alertando para novos ataques severos com mísseis e drones contra posições israelenses no norte de Israel e em Gaza. Em comunicado, o grupo afirmou que qualquer ofensiva contra civis resultará em resposta direta, mirando concentrações de forças israelenses.

O conflito, iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel, está próximo de completar um mês. As potências iniciaram ataques contra o Irã, alegando falta de progresso nas negociações para conter o programa nuclear iraniano. Apesar disso, o mediador Omã havia indicado avanços significativos no diálogo diplomático.

A crise rapidamente se ampliou para além das fronteiras iranianas. Teerã passou a atacar países que abrigam bases militares dos EUA, além de atingir infraestrutura energética estratégica e praticamente fechar o Estreito de Ormuz, rota vital por onde transita cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo.

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