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Irã nega negociações com os EUA após Trump adiar ataque a usinas de energia de Teerã

Teerã rejeitou fala de Trump de que negociações estão sendo "boas e produtivas" e reafirmou posição sobre guerra e Estreito de Ormuz

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Fumaça após ataque de Israel e Estados Unidos a Teerã, capital do Irã | Reprodução/Reuters

O Irã negou que tenham ocorrido conversas com os Estados Unidos horas após o presidente Donald Trump adiar possíveis ataques contra usinas de energia e infraestrutura de Teerã por cinco dias, ao classificar as últimas negociações entre os países como "boas e produtivas".

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À agência de notícias estatal do Irã, IRNA, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, descartou as alegações. Ele afirmou que a posição do Irã sobre o Estreito de Ormuz e os pré-requisitos para o fim da guerra permanecem exatamente os mesmos.

"Mensagens foram recebidas de alguns países amigos sobre o pedido dos Estados Unidos por negociações para encerrar a guerra", disse. Segundo ele, o Irã respondeu com alertas sobre "as graves consequências de qualquer ataque à infraestrutura vital do país".

O mesmo foi dito pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf. Na rede social X (ex-Twitter), ele afirmou que nenhuma conversa foi realizada com os Estados Unidos e disse que "notícias falsas" estavam sendo usadas para manipular os mercados de petróleo. Ele acrescentou que o povo iraniano exige "punição completa e com remorso dos agressores".

Anteriormente, em publicação na plataforma Truth Social, Trump alegou que as conversas entre os dois países devem continuar ao longo da semana.

"Fico satisfeito em informar que os Estados Unidos da América e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas sobre uma resolução completa e definitiva de nossas hostilidades no Oriente Médio", afirmou.

Mais de 2.000 pessoas foram mortas na guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. A ação dos dois países derrubou os mercados, elevou os custos dos combustíveis, alimentou os temores de inflação global e convulsionou a aliança ocidental do pós-guerra.

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