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Irã retoma bloqueio de Ormuz em resposta aos EUA; embarcações são alvo de ataques

Teerã condicionou liberação do estreito ao fim do bloqueio americano; Trump diz que EUA não serão "chantageados" e que negociações seguem em curso

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SBT News, com informações da Reuters
18/04/2026, 10:51 • Atualizado em 18/04/2026, 14:45
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A Guarda Revolucionária do Irã anunciou neste sábado (18) a retomada do bloqueio do Estreito de Ormuz. Em comunicado transmitido pela agência estatal iraniana Tasnim, Teerã afirmou que continuará bloqueando o trânsito pelo estreito enquanto o bloqueio americano aos portos iranianos permanecer em vigor.

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Ao menos dois incidentes foram registrados na passagem marítima durante a manhã, com lanchas da Guarda Revolucionária Iraniana disparando contra um navio-tanque e uma embarcação com contêineres sendo atingida por um projétil de origem desconhecida, segundo a Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido (UKMTO), autoridade marítima que fiscaliza a região.

O anúncio do novo bloqueio foi feito um dia depois de uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a intervenção americana “permanecerá em plena força” até que Teerã chegue a um acordo com Washington e aceite encerrar seu programa nuclear.

Conforme a CNN, Trump disse neste sábado que as negociações entre os países seguem em curso, mas que Teerã estava "fazendo graça" e "não pode chantagear" os EUA com ameaças contínuas de fechamento do estreito. O republicano disse que trará atualizações sobre o status das conversas com Teerã até o fim do dia.

O bloqueio executado pela Marinha americana forçou ao menos 23 embarcações a darem meia-volta de portos iranianos, conforme anunciou o Comando Central dos EUA. A estimativa é que só 9 embarcações conseguiram realizar a passagem no breve período em que o Irã reabriu Ormuz.

Entenda

O Irã havia anunciado a reabertura do estreito após o cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah entrar em vigor na quinta. O fim dos bombardeios israelenses ao Líbano era uma das reivindicações de Teerã para liberar a passagem de petroleiros e navios pela região.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu o anúncio em uma publicação no Truth Social. Contudo, em uma publicação separada, o republicano disse que o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos permaneceria "em pleno vigor e efeito” até que os dois países concordassem com o fim definitivo da guerra.

Com o impasse, a agência de notícias estatal iraniana Fars informou que o Irã fecharia o estreito novamente se os EUA mantivessem o bloqueio. O presidente do Parlamento iraniano também acusou os norte-americanos de "pirataria".

Localizado entre Irã e Omã, o Estreito é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde escoa grande parte do petróleo de países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait. O Irã controla o lado norte da passagem, por onde transitam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia, além de aproximadamente 20% do comércio mundial de gás natural liquefeito.

O fechamento da região resultou na maior perda de oferta da história, com mais de 10 milhões de barris de petróleo por dia afetados e uma redução de 20% no fornecimento global de gás natural liquefeito. Segundo a Agência Internacional de Energia, há poucas alternativas para substituir essa rota, o que a torna um ponto crítico para o abastecimento energético global.

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