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Moradores deslocados pela guerra retornam a áreas devastadas no Líbano após cessar-fogo

Moradores encontram destruição e temem retomada dos ataques, já que trégua de 10 dias ainda gera dúvidas sobre fim do conflito

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Israel ataca alvos no Líbano após cessar-fogo | Reprodução

Pessoas que foram deslocadas pela guerra no Líbano começaram a retornar às cidades e bairros devastados nesta sexta-feira (17). Muitas encontram casas destruídas ou inabitáveis mas hesitam em permanecer, com medo de que o cessar-fogo entre o Hezbollah e Israel se desfaça. Esses retornos acontecem mesmo com as recomendações das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) de que os libaneses não voltem ao sul do país.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (16) um acordo de cessar-fogo de 10 dias entre os governos do Líbano e de Israel, o que aumentou o otimismo de que a guerra paralela entre Estados Unidos e Irã pode estar chegando ao fim.

Apesar disso, o acordo ainda deixa dúvidas. Trump afirmou que Líbano e Israel devem trabalhar por um entendimento de longo prazo, mas o cessar-fogo não prevê a retirada das tropas israelenses que ocupam partes do sul do país. Já o Hezbollah, apoiado pelo Irã e que atua de forma independente do Estado libanês, diz manter “o direito de resistir”.

Em Beirute, capital do país, há poucos sinais de moradores retornando aos subúrbios da área controlada pelo Hezbollah e bombardeada por Israel por mais de seis semanas. O conflito teve origem na guerra entre Estados Unidos e Irã.

Em Qasmiyeh, no sul do Líbano, carros cruzavam uma passagem improvisada sobre o rio Litani, montada às pressas após o cessar-fogo entrar em vigor à meia-noite (18h de Brasília). Durante a guerra, Israel destruiu todas as pontes da região, incluindo a de Qasmiyeh, na quinta-feira.

A guerra matou mais de 2.100 pessoas no Líbano e forçou cerca de 1,2 milhão a deixar suas casas, segundo autoridades locais.

Durante o conflito, Israel ordenou a evacuação de áreas do sul, dos subúrbios de Beirute e de outras regiões. A maioria dos deslocados é da comunidade muçulmana xiita, que também foi afetada por confrontos anteriores entre Hezbollah e Israel.

(Por Laila Bassam e Thomas Suen)

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