Ex-aliados de Trump questionam sua saúde mental: 'Não é retórica agressiva, é insanidade'
Em declarações recentes, presidente afirmou que 'toda uma civilização morrerá esta noite' e criticou o papa por ser 'fraco em relação às armas nucleares'

Sofia Pilagallo
Um número crescente de pessoas, incluindo ex-aliados de Donald Trump, vêm questionando a saúde mental do presidente dos Estados Unidos. A análise é que, em seu segundo mandato, o republicano tem se tornado cada vez mais errático e imprevisível, com declarações bizarras e posturas controversas.
Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações radicais, incluindo a ameaça de que "toda uma civilização morrerá esta noite", em relação à população iraniana, e críticas ao Papa Leão 14, a quem se referiu como "fraco em relação às armas nucleares". Seus discursos também se tornaram mais longos e dispersos, marcados por afirmações sem fundamento.
Para a política de extrema direita Marjorie Taylor Greene, ex-integrante da Câmara dos Representantes dos EUA, a conduta de Donald Trump vai além de uma simples “retórica agressiva": "Não é retórica agressiva, é insanidade", afirmou. Já a comentarista política Candace Owens, também ligada à extrema direita, classificou Trump como um "lunático genocida".
O ex-advogado de Trump, Ty Cobb, por sua vez, disse que Trump está "claramente insano", enquanto a ex-secretária de imprensa da Casa Branca Stephanie Grisham declarou que "ele claramente não está bem". O teórico da conspiração Alex Jones chegou a fazer uma observação sobre o desempenho cognitivo do presidente: "Ele balbucia e parece que o cérebro não está funcionando muito bem."
Desde 2018, quando Trump cumpria seu primeiro mandato, já circulavam suspeitas sobre um possível comprometimento de sua saúde mental. À época, ele disse estar perfeitamente são e destacou seus resultados em testes cognitivos, como o Montreal Cognitive Assessment (MoCA), em que teria obtido pontuação máxima. O presidente ainda não se pronunciou sobre as recentes alegações a seu respeito.
Montagem de IA
Nesta semana mesmo, Trump esteve no centro de mais uma polêmica. Na segunda-feira (13), ele publicou nas redes sociais uma montagem de inteligência artificial em que se retratava como uma figura semelhante a Jesus Cristo e apagou o post após receber uma enxurrada de críticas.
Mais tarde no mesmo dia, Trump justificou a atitude, afirmando que o objetivo não era se colocar como Jesus Cristo, mas sim como médico. "Supõe-se que, como médico, meu papel seja curar as pessoas. E eu realmente as curo. Eu as curo muito", disse o presidente em entrevista a repórteres.
As críticas à imagem, que mostra Trump de roupa branca e manto vermelho, enquanto supostamente "cura" um homem acamado, surgiram rapidamente. Muitas delas vieram de figuras consideradas próximas a Trump e veículos de notícias religiosos dos EUA, que se irritaram com a suposta blasfêmia.
"Isto deve ser apagado imediatamente", escreveu Sean Feucht, ativista cristão. "Não existe contexto algum em que isso seja aceitável."
"Deus não deve ser zombado", escreveu Riley Gaines, proeminente ativista conservador.
"Isso vai longe demais. Ultrapassa os limites", escreveu David Brody, jornalista da Christian Broadcasting Network. "Um apoiador pode apoiar a missão e rejeitar isso."









