Trump se justifica após publicar montagem de IA parecendo Jesus: 'Era para ser eu, como médico'
Presidente dos EUA apagou o post após receber uma enxurrada de críticas, inclusive de alguns de seus apoiadores mais fervorosos

Sofia Pilagallo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se justificou após publicar nas redes sociais uma montagem em que se retratava como uma figura semelhante a Jesus Cristo. Ele apagou o post após receber uma enxurrada de críticas, inclusive de alguns de seus apoiadores mais fervorosos.
A imagem mostra Trump vestindo uma roupa branca e um manto vermelho, inclinando-se sobre um homem doente deitado em uma cama e tocando sua cabeça, como se estivesse realizando uma cura. Ao redor, pessoas observam a cena com expressões de reverência — incluindo uma enfermeira, um soldado e civis, alguns com as mãos em oração.
"Era para ser eu, como médico", afirmou Trump a repórteres nesta segunda-feira (13). "Supõe-se que, como médico, meu papel seja curar as pessoas. E eu realmente as curo. Eu as curo muito."

As críticas à imagem surgiram rapidamente. Muitas delas vieram de figuras consideradas próximas a Trump e veículos de notícias religiosos dos EUA, que se irritaram com a suposta blasfêmia.
"Isto deve ser apagado imediatamente", escreveu Sean Feucht, ativista cristão. "Não existe contexto algum em que isso seja aceitável."
"Deus não deve ser zombado", escreveu Riley Gaines, proeminente ativista conservador.
"Isso vai longe demais. Ultrapassa os limites", escreveu David Brody, jornalista da Christian Broadcasting Network. "Um apoiador pode apoiar a missão e rejeitar isso."
Trump fez a publicação menos de uma hora depois que criticou, em outro post, o papa Leão 14, a quem chamou de "fraco no combate ao crime" e "péssimo para a política externa". O pontífice vem condenando repetidamente a guerra no Irã, afirmando que ela levou a uma "violência absurda e desumana".
Segundo dados divulgados no domingo (12) pelo diretor do Instituto de Medicina Legal iraniano, Abbas Masjedi, 3.375 pessoas morreram no Irã em decorrência dos bombardeios atribuídos a EUA e Israel desde o fim de fevereiro, quando a guerra começou. Entre as vítimas, estão estão 383 crianças.









