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Homem se passa por agente do FBI e tenta libertar Luigi Mangione, acusado de matar CEO de plano de saúde

Suspeito apresentou documentos falsos, disse estar armado e carregava um garfo de churrasco e um cortador de pizza;

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Luigi Mangione em tribunal de Nova York, durante as audiências nesta segunda (1º) | Foto: reprodução/Reuters)
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Um homem foi preso na quarta-feira (28) após se passar por agente do FBI e tentar libertar Luigi Mangione de uma prisão federal em Nova York, nos Estados Unidos, segundo promotores federais.

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Segundo a Promotoria Federal do Brooklyn, Mark Anderson, de 36 anos, morador de Mankato, no estado de Minnesota, compareceu ao Metropolitan Detention Center e afirmou a funcionários do presídio que era um agente do FBI. Ele teria apresentado documentos supostamente assinados por um juiz, que autorizariam a liberação de um detento.

A queixa criminal não identifica oficialmente o preso que seria liberto, mas uma fonte da área de segurança, que falou sob condição de anonimato, afirmou que se tratava de Luigi Mangione. Segundo essa mesma fonte, Anderson estava trabalhando em uma pizzaria após chegar a Nova York.

Até a manhã de quinta-feira (29), não havia informações sobre a defesa ou um representante legal de Anderson.

Ainda segundo os promotores, ao ser questionado, Anderson apresentou apenas sua carteira de motorista de Minnesota como identificação e disse aos agentes penitenciários que estava armado. Ele foi detido e revistado. Na mochila, os guardas encontraram um garfo de churrasco e a lâmina circular de um cortador de pizza.

O documento judicial também afirma que Anderson arremessou papéis contra os agentes, contendo alegações não especificadas contra o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

As audiências pré-julgamento de Mangione têm atraído grande público, com parte dos espectadores manifestando apoio ao acusado. Também houve protestos em frente a tribunais contra práticas da indústria de seguros de saúde.

Mangione está provisoriamente marcado para ser julgado em setembro, no tribunal federal de Manhattan, por acusações que incluem homicídio com uso de arma de fogo, uso de arma de fogo na prática de crime e perseguição. Seus advogados pediram à Justiça que rejeite a denúncia por supostas falhas legais ou que impeça o Ministério Público de pedir a pena de morte em caso de condenação.

Ele se declarou inocente das acusações de homicídio e de outros crimes e também nega as imputações em um processo federal separado, no qual os promotores pretendem pedir a pena de morte. Caso seja condenado por homicídio em segundo grau, Mangione pode pegar prisão perpétua. Ele ainda responde a sete acusações de porte ilegal de arma e uma de posse de documento de identidade falso.

Em setembro, o juiz Carro rejeitou duas acusações de terrorismo, ao afirmar que não havia provas suficientes de que Mangione pretendia intimidar funcionários de planos de saúde ou influenciar políticas públicas.

As datas dos julgamentos, tanto na esfera estadual quanto na federal, ainda não foram definidas. Mangione permanece sob custódia federal no Brooklyn desde sua prisão.

Relembre o caso

Em 4 de dezembro de 2024, Brian Thompson foi morto a tiros ao entrar em um hotel no centro de Nova York. Ele morreu no local. Cinco dias depois, em 9 de dezembro, Luigi Mangione foi preso. Com ele, a polícia apreendeu uma arma, documentos de identidade falsos, dinheiro e um manifesto no qual criticava seguradoras de saúde, classificadas como “parasitas de um sistema corrompido”.

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