Hantavírus: OMS confirma novo caso e total sobe para 13
Infecção foi registrada na Espanha e está sendo monitorada; número de mortes permanece em três


Surto de hantavírus foi registrado no cruzeiro MV Hondius | Reuters
Subiu para 13 o número de casos de hantavírus ligados ao cruzeiro MV Hondius. O quadro foi atualizado na quarta-feira (27) pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, que reportou uma nova infecção da doença, na Espanha.
“A situação permanece estável. Passageiros que adoeceram estão recebendo os cuidados necessários, enquanto outros permanecem em quarentena. A OMS está em contato próximo com todos os governos relevantes”, disse Adhanom.
O MV Hondius navegava pelo oceano Atlântico quando registrou a primeira morte por hantavírus, no início de maio. O navio, que saiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde, na África, fazia um cruzeiro de expedição por ilhas isoladas do Atlântico Sul, transportando 150 pessoas.
Até o momento, a OMS confirmou três óbitos pela doença, todas ocorridas no navio. As vítimas eram um casal de holandeses e um passageiro alemão. Mais de 600 contatos seguem sendo monitorados em 30 países pela organização, enquanto um pequeno número de pessoas consideradas de alto risco ainda está sendo localizado.
Apesar do contágio, a OMS reforçou que o risco de disseminação do hantavírus para a população em geral é baixo. O órgão informou que continua monitorando a situação epidemiológica e que, se necessário, atualizará a avaliação de risco. “O surto está sendo gerenciado por meio de uma resposta internacional coordenada e inclui investigações aprofundadas, isolamento e cuidado de caso”, disse.
O que é o hantavírus
O hantavírus é um vírus transmitido principalmente por roedores silvestres que pode causar uma doença chamada hantavirose. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a forma mais comum é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que pode afetar pulmões e coração.
A infecção pode variar de quadros leves, semelhantes a uma gripe, até formas graves com comprometimento respiratório.
Como ocorre a transmissão
A principal forma de contágio acontece pela inalação de partículas contaminadas com urina, fezes ou saliva de roedores infectados.
Outras formas menos comuns incluem:
- Contato com mucosas (olhos, boca ou nariz) após tocar superfícies contaminadas;
- Mordidas de roedores;
- Transmissão entre pessoas, que é rara e registrada em casos específicos na América do Sul.
Segundo a OMS, infecções por hantavírus são incomuns e não se espalham facilmente entre humanos.
Quais são os sintomas
Os sintomas iniciais costumam ser parecidos com os de uma gripe:
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Dores musculares e nas articulações;
- Náuseas e desconforto abdominal.
Em casos mais graves, podem evoluir para:
- Falta de ar;
- Respiração acelerada;
- Tosse seca;
- Queda de pressão.
O período de incubação varia de uma a cinco semanas após a exposição ao vírus.
Há tratamento?
Não existe um tratamento específico para o hantavírus. O atendimento é feito com medidas de suporte, principalmente em ambiente hospitalar, dependendo da gravidade do caso.
Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de recuperação.
Como se prevenir
A prevenção está diretamente ligada a evitar o contato com roedores e seus resíduos. Entre as principais recomendações estão:
- Manter alimentos bem armazenados e protegidos;
- Evitar acúmulo de lixo e entulho;
- Limpar ambientes com proteção adequada, evitando varrer ou levantar poeira contaminada;
- Usar equipamentos de proteção em áreas de risco, como zonas rurais.















