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Groenlândia diz que deve ser defendida pela Otan e rejeita qualquer aquisição pelos EUA

Comissário da UE para Defesa e Espaço afirmou nesta segunda que tomada militar do território poderia significar fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte

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Bandeira da Otan na sede da aliança militar em Bruxelas | 02/04/2025/Reuters/Yves Herman

O governo da Groenlândia disse nesta segunda-feira (12) que aumentará os esforços para garantir que a defesa do território ártico ocorra sob os auspícios da Otan, e novamente rejeitou a ambição do presidente dos EUA, Donald Trump, de assumir o controle da ilha.

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Trump tem afirmado que os Estados Unidos devem controlar a Groenlândia, um território autônomo do Reino da Dinamarca, para evitar que a Rússia ou a China ocupem a área estrategicamente localizada e rica em minerais no futuro.

"Todos os Estados-membros da Otan, incluindo os Estados Unidos, têm um interesse comum na defesa da Groenlândia", disse o governo de coalizão da ilha em um comunicado, acrescentando que não pode de forma alguma aceitar que os EUA assumam o controle da Groenlândia.

"Como parte da comunidade dinamarquesa, a Groenlândia é membro da Otan e, portanto, a defesa da Groenlândia deve ser feita por meio da Otan", disse o governo.

O comissário da União Europeia para Defesa e Espaço, Andrius Kubilius, disse mais cedo nesta segunda-feira que qualquer tomada militar da Groenlândia pelos EUA seria o fim da Otan.

Trump lançou pela primeira vez a ideia de os EUA assumirem a Groenlândia em 2019, durante seu primeiro mandato, embora enfrente oposição em Washington, inclusive dentro de seu próprio partido.

Embora a Dinamarca governe a Groenlândia por séculos, o território vem se movendo gradualmente em direção à independência desde 1979, uma meta compartilhada por todos os partidos políticos eleitos para o Parlamento da ilha.

"Somos uma sociedade democrática que toma nossas próprias decisões. E nossas ações são baseadas no direito internacional", escreveu o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, no LinkedIn.

(Reportagem de Anna Ringstrom e Stine Jacobsen)

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