EUA avaliam oferecer dinheiro a moradores da Groenlândia em troca de apoio a plano de anexação
Ideia é pagar entre US$ 10 mil e US$ 100 mil (de R$ 53 mil a R$ 538 mil, na atual cotação) por apoiador; ilha tem cerca de 57 mil habitantes


SBT News
O governo dos EUA avalia pagar moradores da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, em troca de apoio ao plano de anexação da ilha, segundo a agência Reuters. A ideia é pagar entre US$ 10 mil e US$ 100 mil (de R$ 53 mil a R$ 538 mil, na atual cotação) por apoiador.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, classificou como absurda a tentativa de anexação da ilha de cerca de 57 mil habitantes. O premiê da ilha, Jens Frederik Nielsen, por sua vez, instou Trump a parar com as ameaças.
"Basta! Chega de pressões. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isso deve ser feito através dos canais adequados e conforme o direito internacional", afirmou.
A União Europeia (UE) também saiu em defesa da independência da Groenlândia, afirmando que a "continuará a defender os princípios da soberania nacional, da integridade territorial e da inviolabilidade das fronteiras".
Líderes europeus ressaltaram ainda que os EUA e a Dinamarca são aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que torna a questão ainda mais conflituosa, podendo levar até mesmo ao colapso da organização.
Apesar de toda a resistência, os EUA não recuaram da ideia. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou, nesta semana, que a administração do país está discutindo "ativamente" a aquisição da Groenlândia como medida estratégica para a segurança nacional da nação.
São muitos os interesses dos EUA na Groenlândia. O país abriga, desde 1951, a Base Aérea de Thule, instalação militar estratégica dos EUA no noroeste da ilha, fundamental para a defesa antimísseis, vigilância espacial e monitoramento do Ártico.
A ilha também concentra reservas de minerais críticos usados na indústria tecnológica, materiais hoje amplamente dominados pela China, além de estar numa localização vista como estratégica. O território é situado entre a América do Norte, a Rússia e rotas de acesso ao Ártico.









