Mário Frias nega ao STF uso de emendas em filme de Bolsonaro
Deputado afirma que recursos tiveram finalidade social e pede arquivamento de investigação no Supremo


Deputado Federal Mário Frias (PL-SP) | Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O deputado federal Mário Frias negou nesta segunda-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter utilizado emendas parlamentares para financiar o filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em manifestação enviada ao ministro Flávio Dino, Frias afirmou que os recursos tiveram finalidade social e pediu o arquivamento da petição que apura o caso.
A investigação analisa possíveis irregularidades no envio de emendas parlamentares do deputado. A suspeita é de que parte desses recursos públicos teria sido usada para financiar o filme “Dark Horse”, obra que retratará a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O processo tem origem em uma ação movida pelos deputados Henrique Vieira (Psol-RJ) e Tabata Amaral (PSB-SP) para investigar possíveis irregularidades. Segundo Tabata, Frias teria destinado ao menos R$ 2 milhões para a Academia Nacional de Cultura, presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama, também sócia da produtora Go Up Entertainment, responsável por “Dark Horse”.
O que diz a defesa de Mário Frias?
Na petição enviada ao STF, a defesa afirma que os recursos não eram “emendas Pix”, mas “transferências com finalidade específica” previstas na Constituição e registradas no sistema Transferegov.
Segundo Frias, os valores foram destinados a projetos de inclusão digital, empreendedorismo, letramento tecnológico e atividades esportivas voltadas a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
“Não identificou qualquer vínculo entre as emendas parlamentares em questão e a produção cinematográfica ‘Dark Horse’”, diz trecho do documento apresentado pela defesa.
Além de Frias, a ação também apura possíveis irregularidades em emendas dos deputados Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS).
Kicis e Pollon responderam aos questionamentos judiciais informando ter transferido parte de suas verbas parlamentares para financiar a série documental “Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem”, em exaltação a figuras de viés conservador da história brasileira.
Ambos disseram, porém, que a execução do projeto não se concretizou e que os recursos foram utilizados para outros fins.
Até o momento, o STF ainda não se manifestou sobre arquivamento de processo.














