Mundo

Exército da Coreia do Sul proíbe atividades políticas e manifestações após presidente decretar lei marcial

Responsável por dar aval a lei marcial, a Assembleia Nacional do país foi fechada pelos militares, que tentam invadir casa legislativa

S
SBT News
03/12/2024, 16:30 • Atualizado em 03/12/2024, 18:34
compartilhar
Assembleia Nacional | Reprodução

Assembleia Nacional | Reprodução

Poucas horas após o presidente Yoon Suk Yeol declarar lei marcial de emergência na Coreia do Sul, o Chefe do Estado-Maior do Exército do país, General Park An-su, afirmou nesta terça-feira (3) que todas as atividades políticas, incluindo protestos e atividades de partidos políticos, estão proibidas no país.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Park disse que o decreto foi proclamado em todo o país para defender a "democracia livre" e a segurança das pessoas contra "forças antiestatais" que ameaçam derrubar o país. "Todas as atividades políticas, incluindo aquelas relacionadas à Assembleia Nacional, assembleias regionais, partidos políticos, a formação de organizações políticas, comícios e protestos estão proibidas", afirmou.

O decreto também coloca todos os meios de comunicação e editoras sob controle, além de ordenar que os médicos em greve retornem imediatamente ao trabalho em até 48 horas. Eles protestavam a decisão do governo de ampliar o número de vagas em cursos de medicina no país.

"O ato de negar a democracia livre ou tentar uma subversão é proibido; notícias falsas, manipulação da opinião pública e falsa instigação são proibidas", continuou Park. "Aqueles que violarem a lei marcial podem ser presos ou revistados sem mandado", completou.

A medida amplia ainda os poderes do comando militar, que supervisionará questões administrativas e legais sob coordenação do presidente e não mais do ministro da Defesa. Yoon afirmou, em pronunciamento transmitido ao vivo, que sua intenção é proteger o país de "forças opositoras alinhadas à Coreia do Norte".

A decisão encontrou resistência na oposição — que tem a maioria no parlamento — e no próprio partido do presidente, o conservador Poder Popular. O ex-ministro da Justiça sul-coreano e líder da legenda, Han Dong-hoon, classificou a decisão como "errada" e prometeu "impedi-la junto com o povo". O líder da oposição, Lee Jae-myung, que perdeu por pouco para Yoon na eleição presidencial de 2022, chamou o anúncio de "ilegal e inconstitucional".

Essa é a primeira vez desde 1980 que a lei marcial é declarada na Coreia do Sul. Ela restringe o acesso aos direitos civil e substitui a legislação normal por militares e deve ser aprovada pela Assembleia Nacional, fechada pelos militares. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram soldados bloqueando o acesso à Casa legislativa.

Yoon — cuja taxa de aprovação tem caído nos últimos meses — tem enfrentado dificuldades para avançar com sua agenda no parlamento. Nesta semana, a Câmara dos Deputados do país rejeitou a proposta de orçamento do governo e queria aprovar uma moção de impeachment contra três promotores importantes do país, incluindo o chefe da Procuradoria do Distrito Central de Seul, ligado a Yoon.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Brasil tem déficit externo de US$ 1,7 bi em abril, diz BC

Brasil tem déficit externo de US$ 1,7 bi em abril, diz BC

Imagem da notícia: Secretário de Saúde dos EUA, Kennedy Jr. é picado por cobras

Secretário de Saúde dos EUA, Kennedy Jr. é picado por cobras

Imagem da notícia: Médica investigada por morte em SP já foi alvo de ação

Médica investigada por morte em SP já foi alvo de ação

Imagem da notícia: Justiça decreta prisão preventiva de Melqui Galvão

Justiça decreta prisão preventiva de Melqui Galvão

Imagem da notícia: Brasil tem déficit externo de US$ 1,7 bi em abril, diz BC

Brasil tem déficit externo de US$ 1,7 bi em abril, diz BC

Imagem da notícia: Secretário de Saúde dos EUA, Kennedy Jr. é picado por cobras

Secretário de Saúde dos EUA, Kennedy Jr. é picado por cobras

Imagem da notícia: Médica investigada por morte em SP já foi alvo de ação

Médica investigada por morte em SP já foi alvo de ação

Imagem da notícia: Justiça decreta prisão preventiva de Melqui Galvão

Justiça decreta prisão preventiva de Melqui Galvão

Últimas notícias

Flávio pede que Trump classifique CV e PCC como terroristas

Senador exalta encontro no Salão Oval da Casa Branca entre um presidente americano e um candidato à Presidência: 'inédito na história do Brasil'

Senado aprova piso de professores em R$ 5,1 mil para 2026

Nova regra de reajuste garante aumento de 5,4% no salário do magistério e segue para sanção presidencial

Caiado sinaliza apoio a Flávio no 2º turno apesar de Vorcaro

Ao SBT News, ex-governador de Goiás diz que controvérsias não podem afetar articulação contra Lula; prioridade é manter a unidade da centro-direita

Acordo para socorro ao BRB avança após audiência no STF

Nova reunião com governadora do DF, Celina Leão, e Ministério da Fazenda será realizada na quinta-feira (28) para concluir os termos

Aécio diz ser contra a anistia ampla aos envolvidos no 8/1

Ao SBT News, deputado afirmou que revisar a dosimetria das penas seria um gesto de equilíbrio institucional

Indústria pede a Alcolumbre PEC da 6x1 só após as eleições

Presidente da Fiesp, Paulo Skaf disse que debate na Câmara foi “açodado” e com “motivação eleitoreira”