Política

Flávio pede que Trump classifique CV e PCC como terroristas

Senador exalta encontro no Salão Oval da Casa Branca entre um presidente americano e um candidato à Presidência: 'inédito na história do Brasil'

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Sofia Pilagallo
26/05/2026, 23:23 • Atualizado em 27/05/2026, 02:42
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, reuniu-se nesta terça-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Em coletiva de imprensa após o encontro, o senador destacou que "nunca antes" um presidente dos norte-americano recebeu, no Salão Oval, um pré-candidato em ano eleitoral, o que significaria "prestígio enorme" para ele e para todo o Brasil.

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Aos jornalistas, o senador brasileiro disse ter sido recebido com "enorme cordialidade" e que o republicano perguntou sobre o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em prisão domiciliar desde março.

"Quero também registrar algo que, até onde sei, é inédito na história do Brasil: nunca antes um presidente dos EUA recebeu, no Salão Oval, um pré-candidato brasileiro à Presidência da República em pleno ano eleitoral. Isso não é coincidência. É o reconhecimento de que hoje existe no Brasil uma alternativa séria, sólida e confiável ao desastre do atual governo", afirmou.
"A primeira coisa que ele fez foi perguntar sobre o meu pai. Perguntou sobre as condições da prisão, sobre como ele está, sobre como a família tem lidado com tudo isso”, acrescentou, ressaltando que, ao final do encontro, o presidente fez questão de presenteá-lo com uma "challenge coin, "símbolo de respeito e reconhecimento, tradição que remonta às Forças Armadas dos EUA,
Flávio Bolsonaro participa de coletiva de imprensa após reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Jornal do SBT News - 26.05.2026
Flávio Bolsonaro participa de coletiva de imprensa após reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Jornal do SBT News - 26.05.2026

Flávio disse ainda que, diferentemente de Lula — que, segundo ele, teria ido aos EUA para "fazer lobby para traficante" —, pediu a Trump que o a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) fossem classificados como organizações terroristas estrangeiras "o quanto antes".

O governo do presidente Lula, que se reuniu com Trump na Casa Branca em 7 de maio, discorda da proposta do governo americano de enquadrar facções criminosas como grupos terroristas, sob o argumento de que as facções não se encaixam na definição de terrorismo prevista na legislação brasileira.

Flávio também teria falado sobre suas propostas para o Brasil. Ele afirmou ter comunicado a Trump que, sob um eventual governo seu, o Brasil integraria o chamado "escudo das Américas" ao lado de EUA, Argentina, El Salvador, Equador, Paraguai, Chile, Panamá e República Dominicana, com o objetivo de formar uma "grande aliança hemisférica contra o crime organizado transnacional e o terrorismo".

Durante o encontro, Flávio disse ter destacado a posição estratégica do Brasil no mercado global de terras raras e minerais críticos. O país detém a segunda maior reserva mundial desses recursos e seria "a única alternativa real à China para o mundo livre", segundo o filho de Jair Bolsonaro . Nesse sentido, Brasil e EUA poderiam estabelecer uma parceria estratégica de longo prazo nesse setor, afirmou.

Flávio afirmou ainda ter tratado das tarifas comerciais durante a reunião com Trump. Segundo relatou, disse ao presidente americano que não haveria necessidade de impor retaliações ao Brasil, já que os dois países poderiam avançar em um amplo acordo de comércio e investimentos — que classificou como um dos maiores pactos recentes entre nações.

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