Operação contra Castro é ruim para campanha de Flávio Bolsonaro
Além de enfrentar os reflexos da operação contra Castro, Flávio precisa administrar o eventual insucesso de Douglas Ruas no Rio


Cláudio Castro e Flávio Bolsonaro - Reprodução
A nova operação da Polícia Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, nesta terça-feira (26), representa mais uma notícia negativa para a campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro.
Mesmo antes da operação, Cláudio Castro já enfrentava um cenário jurídico delicado. O ex-governador foi condenado por abuso de poder político e econômico, ficando inelegível. Ainda assim, insiste na candidatura.
Castro já havia sido alvo de uma operação da PF relacionada à Refit e à chamada máfia dos combustíveis, envolvendo o empresário Ricardo Magro. Agora, porém, a nova investigação traz um componente político ainda mais sensível para Flávio Bolsonaro, por envolver o caso Banco Master — justamente do qual o senador tenta se distanciar.
A ligação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro já havia provocado desgaste dentro da campanha, após a divulgação de contatos e conversas entre os dois. Com a nova fase da investigação, surgiu um elemento considerado ainda mais delicado.
Segundo a Polícia Federal, Castro teria participado de encontros com Vorcaro, inclusive fora do Brasil, para alinhar politicamente operações envolvendo letras financeiras e investimentos do Rioprevidência.
Além do contexto relacionado a Castro, o candidato do PL ao governo do Rio, o deputado Douglas Ruas, tem encontrado dificuldades para crescer nas pesquisas eleitorais.
Embora tenha conseguido se eleger presidente da Alerj, ele não alcançou o objetivo de assumir o mandato-tampão no governo estadual, o que poderia ampliar sua visibilidade política.
A situação se torna ainda mais desafiadora diante do desempenho do principal adversário, o ex-prefeito Eduardo Paes, que mantém boa avaliação entre os eleitores.
Operação contra Cláudio Castro
A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (26), uma operação contra Cláudio Castro, suspeito de envolvimento em fraudes relacionadas ao Banco Master.
Esta é a segunda vez em menos de 15 dias que a PF faz buscas em endereços ligados ao ex-governador. A primeira operação ocorreu em 15 de maio e investigava suspeitas de ligação com a máfia dos combustíveis e a Refit, empresa associada a Ricardo Magro.
Agora, a investigação apura um aporte de quase R$ 1 bilhão feito pelo Rioprevidência no antigo banco controlado por Daniel Vorcaro.
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, a ação desta terça-feira é um desdobramento da força-tarefa Barco de Papel, que identificou “aportes suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras de banco privado”, totalizando cerca de R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024.
As fases anteriores da investigação haviam sido autorizadas pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. Posteriormente, o caso foi encaminhado ao STF devido à conexão com outras suspeitas de fraudes envolvendo o banco, já investigadas no âmbito da operação Compliance Zero, sob relatoria de André Mendonça.















