Ex-embaixador britânico Peter Mandelson é detido por suspeita de má conduta
Duas propriedades de Peter Mandelson foram alvo de buscas policiais; ex-secretário de Negócios é acusado de repassar informações sigilosas a Jeffrey Epstein

Vicklin Moraes
O ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, Peter Mandelson, foi detido nesta segunda-feira (23) sob suspeita de má conduta em cargo público. A informação foi confirmada pela Metropolitan Police (Met Police).
De acordo com comunicado da polícia londrina, a detenção está relacionada ao mesmo tipo de crime pelo qual é investigado o Príncipe Andrew: má conduta em cargo público.
Segundo as autoridades, Mandelson é acusado de ter repassado informações ao financista condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein quando ocupava o cargo de secretário de Negócios. Duas propriedades ligadas ao ex-embaixador foram alvo de buscas policiais.
De acordo com os arquivos sob investigação, Mandelson teria informado previamente Epstein sobre um resgate de 500 bilhões de euros articulado pela União Europeia para proteger o euro durante a crise financeira.
Em meio à repercussão, Mandelson anunciou em 1º de fevereiro sua saída do Partido Trabalhista, afirmando que não queria “causar mais constrangimento” devido à sua ligação com Epstein.
Escândalo na realeza

Os arquivos relacionados a Epstein também voltaram a atingir a família real britânica. O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, apareceu em fotografias ao lado de uma mulher em circunstâncias investigadas pelas autoridades.
Andrew, que atuou como representante comercial do Reino Unido, é investigado sob suspeita de ter compartilhado informações confidenciais sobre oportunidades de investimento com Epstein. Ele chegou a ser preso na semana passada sob suspeita de má conduta em cargo público. A investigação atual, no entanto, não está relacionada a acusações de natureza sexual.
Em 2022, Andrew firmou um acordo extrajudicial em um processo movido nos Estados Unidos por Virginia Giuffre, que o acusou de abuso sexual quando era adolescente.
O ex-príncipe foi forçado a renunciar às funções oficiais em 2019 devido aos laços com Epstein e, em outubro passado, teve títulos e honrarias retirados por Charles III, após novas revelações sobre o relacionamento entre ambos. Em comunicado, o rei afirmou ter recebido as novas denúncias com “profunda preocupação” e declarou que a lei deve “seguir seu curso”.









