EUA descartam ataques ao Irã em fase de pressão econômica
Secretário do Tesouro, Scott Bessent, citou Venezuela e Cuba como exemplos de que a combinação de 'bloqueio' e sanções dá resultados
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Agência EFE
O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, no Salão Oval, na Casa Branca | Foto: Brian Snyder/Reuters - 05.09.2026
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sugeriu nesta quinta-feira (20) que Washington não retomará seus ataques contra o Irã enquanto aplica uma campanha coordenada de "pressão econômica máxima" contra Teerã, e citou Venezuela e Cuba como exemplos de que a combinação de "bloqueio" e sanções dá resultados.
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"Darei uma entrevista coletiva na segunda-feira para dizer o que vamos fazer exatamente (...). Não tenho certeza de por que o petróleo subiu por causa disso, porque, por enquanto, e isso fica a critério do presidente, se estamos aplicando pressão econômica máxima, significa que provavelmente não haverá uma retomada cinética em grande escala", disse Bessent em entrevista ao canal "CNBC".
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O secretário especificou que Washington busca impor "a maior campanha coordenada de isolamento econômico da história do mundo" contra o Irã, para a qual os EUA recorrerão aos seus próprios aliados com o dilema de "conosco ou contra nós", e empregarão "toda a sua capacidade e força" contra aqueles que fizerem negócios com Teerã.
Bessent detalhou que os EUA sancionarão a transferência de dinheiro ou a compra de petróleo do Irã, destacou que alguns países "estão realizando transferências de navio para navio no mar" e exortou seus "aliados e o resto do mundo" a "tomarem uma decisão".
"Vamos esmagar a economia deste regime assassino, o que limitará sua capacidade de projetar poder através de seus representantes. Isso significará que não poderão pagar os militares e terão uma inflação considerável, tanto alimentar quanto geral, no Irã", acrescentou.
Nesse sentido, Bessent expressou confiança de que a combinação do "bloqueio" com "as sanções mais duras da história" dará resultados, citando dois exemplos: "Funcionou na Venezuela quando impusemos o bloqueio, está funcionando em Cuba agora mesmo, e vai funcionar no Irã: vamos derrubar este regime", afirmou.
As declarações ocorrem após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado na véspera uma nova ofensiva econômica contra o Irã, que classificou como a operação de maior impacto já empreendida contra um país, com a qual busca cortar as vias de financiamento e apoio econômico à República Islâmica.
O mandatário detalhou que a medida contempla cortar as vias utilizadas para contornar as sanções e manter os fluxos financeiros para o Irã, entre elas o contrabando de petróleo, as linhas de câmbio de divisas, as transferências de dinheiro em espécie, as casas de câmbio, os registros de navios e as empresas de fachada.
EUA descartam ataques ao Irã em fase de pressão econômicaSecretário do Tesouro, Scott Bessent, citou Venezuela e Cuba como exemplos de que a combinação de 'bloqueio' e sanções dá resultadosMundo2026-08-20T19:22:25.664ZO secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sugeriu nesta quinta-feira (20) que Washington não retomará seus ataques contra o Irã enquanto aplica uma campanha coordenada de "pressão econômica máxima" contra Teerã, e citou Venezuela e Cuba como exemplos de que a combinação de "bloqueio" e sanções dá resultados. "Darei uma entrevista coletiva na segunda-feira para dizer o que vamos fazer exatamente (...). Não tenho certeza de por que o petróleo subiu por causa disso, porque, por enquanto, e isso fica a critério do presidente, se estamos aplicando pressão econômica máxima, significa que provavelmente não haverá uma retomada cinética em grande escala", disse Bessent em entrevista ao canal "CNBC". 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O secretário especificou que Washington busca impor "a maior campanha coordenada de isolamento econômico da história do mundo" contra o Irã, para a qual os EUA recorrerão aos seus próprios aliados com o dilema de "conosco ou contra nós", e empregarão "toda a sua capacidade e força" contra aqueles que fizerem negócios com Teerã. Bessent detalhou que os EUA sancionarão a transferência de dinheiro ou a compra de petróleo do Irã, destacou que alguns países "estão realizando transferências de navio para navio no mar" e exortou seus "aliados e o resto do mundo" a "tomarem uma decisão". "Vamos esmagar a economia deste regime assassino, o que limitará sua capacidade de projetar poder através de seus representantes. Isso significará que não poderão pagar os militares e terão uma inflação considerável, tanto alimentar quanto geral, no Irã", acrescentou. Nesse sentido, Bessent expressou confiança de que a combinação do "bloqueio" com "as sanções mais duras da história" dará resultados, citando dois exemplos: "Funcionou na Venezuela quando impusemos o bloqueio, está funcionando em Cuba agora mesmo, e vai funcionar no Irã: vamos derrubar este regime", afirmou. As declarações ocorrem após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado na véspera uma nova ofensiva econômica contra o Irã, que classificou como a operação de maior impacto já empreendida contra um país, com a qual busca cortar as vias de financiamento e apoio econômico à República Islâmica. O mandatário detalhou que a medida contempla cortar as vias utilizadas para contornar as sanções e manter os fluxos financeiros para o Irã, entre elas o contrabando de petróleo, as linhas de câmbio de divisas, as transferências de dinheiro em espécie, as casas de câmbio, os registros de navios e as empresas de fachada.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/eua-descartam-ataques-ao-ira-em-fase-de-pressao-economica