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O imunizante que vai ser enviado ao Congo é do tipo Ervebo, fabricado pela farmacêutica MSD, dos Estados Unidos. Ele tem eficácia comprovada para prevenir contra a cepa mais comum do vírus Ebola, a Zaire. A variante que causa a epidemia no Congo é a Bundibugyo, para a qual ainda não existe nenhuma vacina aprovada.
Por isso, das 70 mil doses que o Congo receberá, 20 mil serão utilizadas em um estudo clínico em fase avançada para compreender o impacto do imunizante da MSD. “Não se sabe se a Ervebo pode oferecer proteção contra o vírus Bundibugyo em seres humanos”, afirmou a OMS, que reforçou a importância dos testes para se chegar a novas evidências.
As vacinas enviadas ao Congo fazem parte do estoque administrado pelo Grupo Internacional de Coordenação para o Fornecimento de Vacinas, o IGC, que é mantido através de uma parceria entre a OMS, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Médicos Sem Fronteiras e o Unicef.
O envio, que atende a um pedido feito pelo governo congolês, conta com um apoio financeiro de US$ 7 milhões fornecido pela Aliança Global para Vacinas, sediada em Genebra, capital da Suíça. A entidade também vai proporcionar uma verba de US$ 6 milhões para auxiliar os esforços de vacinação em áreas de alto risco.
Emergência Global
A OMS classifica a epidemia de Ebola no Congo como uma emergência de saúde global desde 17 de maio. Esse já é o 17º surto no país desde que o vírus que causa a doença foi descoberto, em 1976.
Segundo o governo congolês, a quantidade total de casos já ultrapassou a marca de 5 mil e o número de mortes chegou a 2.378. A epidemia atual só é menos letal do que o surto ocorrido na África Ocidental entre 2014 e 2016. Na ocasião, foram afetados países como Guiné, Libéria e Serra Leoa, com a ocorrência de 11 mil mortes e 28 mil contágios.
No entanto, a velocidade com que a quantidade de casos da epidemia atual vem crescendo é a mais rápida de toda a história, superando qualquer outra já registrada. Esse cenário levou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, a alertar que o surto no Congo tem potencial para ultrapassar aquele que ocorreu na África Ocidental na década passada.
A rápida transmissão do vírus afeta seis províncias congolesas: Ituri (epicentro do surto), Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uélé, no leste do país; Tshopo, no centro-norte; e Bas-Uélé, no norte.
O vírus ebola é transmitido através do contato direto com sangue, secreções, órgãos ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Entre os principais sintomas, estão febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e sangue nas fezes, na urina e no vômito. O quadro pode resultar em choque circulatório e falência múltipla de órgãos.
Congo vai receber 70 mil doses de vacina contra EbolaEficácia do imunizante Ervebo contra a cepa Bundibugyo, que afeta a população congolesa, ainda não foi comprovadaMundo2026-08-20T19:46:16.547ZA OMS (Organização Mundial da Saúde) comunicou nesta quinta-feira (20) que a República Democrática do Congo vai receber 70 mil doses de vacina contra o Ebola. O imunizante que vai ser enviado ao Congo é do tipo Ervebo, fabricado pela farmacêutica MSD, dos Estados Unidos. Ele tem eficácia comprovada para prevenir contra a cepa mais comum do vírus Ebola, a Zaire. A variante que causa a epidemia no Congo é a Bundibugyo, para a qual ainda não existe nenhuma vacina aprovada. Por isso, das 70 mil doses que o Congo receberá, 20 mil serão utilizadas em um estudo clínico em fase avançada para compreender o impacto do imunizante da MSD. “Não se sabe se a Ervebo pode oferecer proteção contra o vírus Bundibugyo em seres humanos”, afirmou a OMS, que reforçou a importância dos testes para se chegar a novas evidências. As vacinas enviadas ao Congo fazem parte do estoque administrado pelo Grupo Internacional de Coordenação para o Fornecimento de Vacinas, o IGC, que é mantido através de uma parceria entre a OMS, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Médicos Sem Fronteiras e o Unicef. O envio, que atende a um pedido feito pelo governo congolês, conta com um apoio financeiro de US$ 7 milhões fornecido pela Aliança Global para Vacinas, sediada em Genebra, capital da Suíça. A entidade também vai proporcionar uma verba de US$ 6 milhões para auxiliar os esforços de vacinação em áreas de alto risco. Emergência Global A OMS classifica a epidemia de Ebola no Congo como uma emergência de saúde global desde 17 de maio. Esse já é o 17º surto no país desde que o vírus que causa a doença foi descoberto, em 1976. Segundo o governo congolês, e o número de mortes chegou a 2.378. A epidemia atual só é menos letal do que o surto ocorrido na África Ocidental entre 2014 e 2016. Na ocasião, foram afetados países como Guiné, Libéria e Serra Leoa, com a ocorrência de 11 mil mortes e 28 mil contágios. No entanto, a velocidade com que a quantidade de casos da epidemia atual vem crescendo é a mais rápida de toda a história, superando qualquer outra já registrada. Esse cenário levou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, a alertar que o surto no Congo tem potencial para ultrapassar aquele que ocorreu na África Ocidental na década passada. A rápida transmissão do vírus afeta seis províncias congolesas: Ituri (epicentro do surto), Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uélé, no leste do país; Tshopo, no centro-norte; e Bas-Uélé, no norte. O vírus ebola é transmitido através do contato direto com sangue, secreções, órgãos ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Entre os principais sintomas, estão febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e sangue nas fezes, na urina e no vômito. O quadro pode resultar em choque circulatório e falência múltipla de órgãos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/congo-vai-receber-70-mil-doses-de-vacina-contra-ebola