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Flávio: que eleição coloque instituições no seu devido lugar

Candidato do PL se reuniu com representantes de Podemos e Republicanos; encontro com nomes do Novo deve ocorrer nesta quarta (7)

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Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em coletiva de imprensa após reunião de campanha em Brasília | Reprodução/SBT News

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em coletiva de imprensa após reunião de campanha em Brasília | Reprodução/SBT News

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (6) esperar que o resultado do primeiro turno das eleições de 2026, com ampla vitória de nomes da direita em governos estaduais e para vagas de deputado e senador no Congresso Nacional, "comece a recolocar as instituições no seu devido lugar".

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"O Brasil, pra mudar, tem que começar mudando o presidente. O mundo inteiro tá ansioso pra isso. O Brasil tá sem presidente. Ele [Lula] deve o seu mandato ao Moraes", disse, sem apresentar provas ou detalhar essa alegação. "Interferências que a todo momento aconteceram, espero que não aconteçam. Espero que resultado das urnas nesse domingo já comece a recolocar as instituições no seu devido lugar", apontou o senador, em possível alusão ao debate cancelado pela TV Globo, a poucos dias do primeiro turno, após decisões do STF e do TSE.
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O Partido Liberal (PL) deverá ter, na Legislatura a ser iniciada em fevereiro de 2027, as maiores bancadas de uma sigla tanto na Câmara quanto no Senado desde a Constituição de 1988. A legenda elegeu 121 deputados e 19 senadores, ampliando bancada na Casa para 28 parlamentares. O plano de bolsonaristas é aumentar a pressão para pautar impeachment de ministros do Supremo, principalmente Alexandre de Moraes.

Flávio esteve reunido hoje com representantes do Podemos e do Republicanos, como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para fechar apoio de partidos na campanha do segundo turno.

Em fala a jornalistas após o encontro, informou que as duas legendas "vão voltar pras suas bancadas pra tomarem decisão, querendo nos ajudar nessa reta final". O parlamentar declarou esperar que os partidos deem retorno "o mais rápido possível pra formalizar esse apoio".

"Sem dúvida alguma, [têm] o mesmo desejo que eu tenho, de buscar pacificação no Brasil, unidade, que as instituições voltem a funcionar de forma plena, respeitando a Constituição", destacou. Uma reunião com representantes do Novo deve ocorrer nesta quarta (7). O candidato do partido, Romeu Zema, já manifestou publicamente apoio a Flávio.

No início da tarde, Flávio Bolsonaro e equipe de campanha, chefiada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), devem formalizar em Goiânia o apoio de outro candidato da direita derrotado no primeiro turno, Ronaldo Caiado (PSD).

"Recebemos do Caiado alinhamento que condicionou pra nos apoiar em várias áreas que vamos tornar públicos: segurança, saúde, na área de inteligência artificial, mineração", adiantou.

Na coletiva de imprensa, o senador também pontuou que vai participar de debates com o presidente petista durante o segundo turno porque quer "comparar os programas de governo, comparar os governos do Lula com o nosso [do pai, Jair Bolsonaro]". "Tenho convicção de que vamos sair vitoriosos desse debate."

Questionado por uma repórter sobre a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1, que chega ao plenário do Senado na tarde desta terça, Flávio disse que seu posicionamento "já é público": em defesa da proposta do seu coordenador de campanha, Marinho, que prevê flexibilização de horas trabalhadas.

"Tenho proposta infinitamente melhor do que essa que está na mesa. Liberdade do trabalhador de escolher sua própria carga horária. Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quem trabalhar mais, vai trabalhar mais. Quem quer trabalhar menos, vai trabalhar menos", explicou.

O senador defendeu, como medidas complementares à sua alternativa ao fim da 6x1, a diminuição da carga tributária na folha de pagamento e um "tesouraço" nas contas públicas. "Vou criar um ambiente de negócios favorável pras empresas."

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