Política

Marinho deixa porta aberta para conversa com Moraes e Dino

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que diálogo pode ocorrer após as eleições, mas criticou Senado por omissão em julgar ministros do Supremo

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Gabriela Tunes
Rogério Marinho | José Matheus/SBT News

Rogério Marinho | José Matheus/SBT News

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse nesta terça-feira (6) que não descarta uma conversa com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Flávio Dino, dois dos alvos prioritários de um processo de impeachment planejado pelo PL a partir de 2027.

O senador ponderou, contudo, que esse diálogo deve ocorrer somente após as eleições. O Partido Liberal pulará de 15 senadores para 28 na próxima legislatura e terá força junto a pelo menos outros 20 senadores da oposição para se aproximar dos 54 necessários para retirar um ministro da Corte, algo que nunca ocorreu na história republicana do Brasil.

Marinho foi à Corte no início da tarde para uma reunião com o presidente Edson Fachin e fez uma declaração à imprensa depois da conversa. A intenção foi expressar preocupações da oposição como o rumo da Justiça no país.

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Um dos exemplos é a “intervenção continuada” na atuação da Justiça Eleitoral por Dino e também pelo ministro Gilmar Mendes, que desautorizaram os colegas André Mendonça e Kássio Nunes Marques nas últimas semanas com decisões envolvendo o caso Nossa Senhora Aparecida.

Ele avaliou que o Senado tem sido omisso no papel de fiscalizar a lisura da atuação do STF e que partidos de esquerda passaram a buscar uma estratégia de acionar ministros específicos da Corte para burlar o sistema de distribuição de processos por sorteio.

Na sexta (2), o próprio Fachin criou novas regras para a apresentação de petições por terceiros em processos que já estão em andamento na Corte de modo a evitar essa burla.

As críticas sobraram também para o advogado-geral da União, Jorge Messias, que pediu ao Ministério Público a abertura de uma investigação sobre o possível uso de recursos públicos dos Estados Unidos no financiamento de organizações e grupos que atuam no Brasil. A informação foi revelada pelo jornal britânica The Guardian.

Para Marinho, o advogado-geral tem se comportado como uma “extensão” do PT.

“Não é por acaso que estamos vendo que boa parte da população não acredita no Judiciário”, afirmou.

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