Mundo

Conflito no Irã já cancelou cerca de 20 mil voos pelo mundo

Só no Aeroporto Internacional de Guarulhos, principal porta de entrada e saída de voos internacionais no Brasil, 31 voos foram cancelados em quatro dias

Imagem da noticia Conflito no Irã já cancelou cerca de 20 mil voos pelo mundo
Avião da Qatar Airways | Foto: Reprodução/X/@qatarairways - 23.11.2025
,

O número de voos cancelados no mundo desde o início do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, no último sábado (28), gira em torno de 19 e 20 mil. A empresa de análise do setor aéreo Cirium estima que tenha havido 19 mil voos cancelados. Já a Flightradar24 fala em ao menos 20.300 cancelamentos.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Só no Aeroporto Internacional de Guarulhos, principal porta de entrada e saída de voos internacionais no Brasil, 31 voos foram cancelados desde sábado. Foram quatro voos no sábado, oito voos no domingo (1), 12 voos na segunda (2) e sete voos nesta terça-feira (3). A companhia aérea mais afetada foi a Qatar Airways.

Embora algumas companhias aéreas já tenham retomado as operações de forma limitada, as principais agências de notícias e especialistas no setor de aviação do mundo todo já afirmam que esta é a maior interrupção do tráfego aéreo desde a pandemia de Covid-19. A previsão é de que o setor tenha um prejuízo bilionário.

Diante do cenário de instabilidade, passageiros afetados precisam estar atentos aos seus direitos. O advogado Rodrigo Alvim, atuante em defesa do Direito do Passageiro Aéreo, afirma que, mesmo em situações de guerra ou conflito armado, as garantias previstas na Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e no Código de Defesa do Consumidor permanecem válidas.

"Em caso de cancelamento por conflito armado, o passageiro tem direito à reacomodação no primeiro voo disponível para o destino contratado ou ao reembolso integral da passagem. A escolha é do consumidor, não da companhia aérea. Se a companhia negar o direito à reacomodação ou ao reembolso, o passageiro pode e deve buscar um profissional de confiança", diz.

Alvim ressalta que a empresa deve oferecer alternativas que preservem a origem e o destino final do bilhete, ainda que seja necessário alterar a rota. Segundo ele, muitas vezes é possível chegar ao mesmo destino por outro caminho, inclusive contornando a região afetada pelo conflito. A companhia deve garantir essa possibilidade, mantendo a origem e o destino contratados.

Últimas Notícias