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Casa Branca nega falha em segurança após ataque em jantar com jornalistas

Porta-voz diz que protocolos funcionaram em ataque, mas que segurança será revisada; governo cobra financiamento do Departamento de Segurança

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Karoline Leavitt | Foto: reprodução/ Casa Branca

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, negou nesta segunda-feira (27) que tenha havido falha nos protocolos de segurança durante o tiroteio no jantar com correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Washington Hilton. Cole Thomas Allen, de 31 anos, natural da Califórnia, tentou romper a barreira de segurança do evento e disparou contra um agente do Serviço Secreto, que não ficou ferido. Ele foi detido e irá a tribunal nesta segunda.

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“O presidente disse acreditar que os protocolos funcionaram”, afirmou Leavitt. “Havia um criminoso que tentou romper o perímetro de segurança estabelecido pelo Serviço Secreto. Ele correu o mais rápido que pôde e foi imediatamente neutralizado.”

A porta-voz relatou que estava no palco com o presidente e a primeira-dama no momento dos disparos e destacou a rapidez da resposta das equipes de segurança.

“Foram segundos até sermos instruídos a nos abaixar e levados a uma sala segura nos bastidores. Tudo aconteceu em questão de segundos — o presidente, o vice-presidente e a primeira-dama foram retirados com rapidez. Isso não ocorre se houver falha”, disse. “O Serviço Secreto cumpriu seu papel.”

Apesar disso, Leavitt afirmou que os protocolos de segurança para eventos fora da Casa Branca estão sendo revisados. Segundo ela, detalhes operacionais não são divulgados por questões de segurança.

Questionada sobre a adoção de um “sobrevivente designado” — membro da linha de sucessão que não participa de eventos para garantir continuidade de governo em caso de ataque —, a porta-voz disse que não foi necessário no jantar, já que vários integrantes do gabinete não compareceram.

Durante a coletiva, Leavitt também afirmou que o episódio reforça a necessidade de o Congresso aprovar o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), responsável pela supervisão do Serviço Secreto.

“Esta é uma emergência nacional. Todos os membros do Congresso precisam colocar o país acima dos interesses partidários e garantir o financiamento do Departamento de Segurança Interna”, declarou.

O impasse sobre o orçamento do DHS envolve democratas, que defendem reformas nas agências de imigração após episódios recentes de violência envolvendo agentes federais.

Leavitt ainda associou o ataque ao clima de polarização política nos Estados Unidos. “Ninguém, nos últimos anos, enfrentou mais balas e mais violência do que o presidente Trump”, completou.

Evento

O ataque ocorreu durante o tradicional jantar da White House Correspondents’ Association (WHCA), realizado desde 1921 e conhecido pelo ambiente descontraído, em que autoridades costumam fazer discursos com tom bem-humorado diante da imprensa.

Donald Trump havia boicotado o evento durante todo o seu primeiro mandato (2017–2020) e também não compareceu à edição do ano passado. A participação neste ano marcou sua primeira presença como presidente em exercício no jantar.

A Casa Branca voltou a relacionar episódios recentes de violência ao aumento da polarização política no país.

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