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Mesmo com crise, brasileira não pensa em deixar o Paraguai

Kátia Schecheleski teve o dinheiro da família bloqueado após decisão do Banco Central paraguaio de encerrar as atividades do Ueno Bank

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Por Roberta Russo, Isabela Rocha e SBT News
Kátia brasileira - Reprodução

Kátia brasileira - Reprodução

A brasileira Kátia Schecheleski falou ao Radar News nesta sexta-feira (6) sobre a crise política instalada no Paraguai, onde mora com a família. Ela foi uma das milhares de pessoas que tiveram as contas bancárias no Ueno Bank bloqueadas após o Banco Central do país determinar o encerramento das atividades da instituição financeira digital.

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“Todo o nosso dinheiro [da família] está no Ueno Bank. Como brasileiros, pensei que perderíamos o montante. Mas o governo do Paraguai prometeu devolver e acredito que isso deve acontecer em breve”, afirmou.

Kátia conta que se mudou para o Paraguai há dois anos por acreditar no modelo econômico do país, que adota o liberalismo e oferece espaço para empreendimentos. “Viemos para cá porque não estávamos gostando dos rumos do Brasil”, explicou. Apesar da crise, ela e a família não pretendem retornar ao Brasil.

O caso instalou uma crise no país. O presidente Santiago Peña tentou renunciar ao cargo, mas foi impedido no Congresso. Uma sessão conjunta das duas Casas, convocada para analisar o pedido, perdeu quórum depois que parlamentares governistas deixaram o plenário durante a votação. A saída ocorreu quando o grupo percebeu que não tinha votos suficientes para aprovar a renúncia.

A oposição defende a continuidade do julgamento político para evitar que Peña deixe o cargo sem ser responsabilizado. Pela Constituição paraguaia, ex-presidentes podem ocupar uma cadeira vitalícia no Senado, com imunidade parlamentar. Caso seja condenado no processo de impeachment, Peña perde esse direito e é afastado do cargo.

Na manhã desta sexta-feira (6), o Senado do Paraguai rejeitou o pedido do presidente Santiago Peña para obter um prazo de 72 horas para apresentar sua defesa no processo de impeachment. Ele é alvo do procedimento por suposto envolvimento no escândalo financeiro envolvendo o banco digital Ueno.

Agora, o presidente precisa entregar sua defesa jurídica para dar continuidade ao processo.

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